O episódio que se passou há alguns meses em relação à caravana do ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, continua ainda rendendo enorme polêmica e repercussão, principalmente, em se tratando do "desfecho" no estado do Paraná. Um dos ônibus da caravana petista teria sido alvo de disparos de arma de fogo, na região de Quedas do Iguaçu, no sul do Paraná.

Entretanto vale lembrar que, atualmente, o ex-mandatário do país encontra-se preso, detido pela prática de crimes de "colarinho branco", relacionados à condenação pela obtenção, de modo ilícito, do apartamento de luxo Tríplex do Guarujá, cuja pena estimada é de mais de doze anos e um mês de cadeia em regime fechado.

Lula está cumprindo sua pena, após decretação de prisão feita pelo juiz Sérgio Moro, na Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba, sede da Operação Lava Jato, em primeira instância. Lula está preso no âmbito das investigações da força-tarefa da maior operação anticorrupção em toda a história contemporânea do país.

Disparos planejados

O delegado responsável pelas investigações relacionados aos disparos de tiros em um dos ônibus da carava do ex-presidente Lula, em meados de 27 de março, na região dos municípios paranaenses de Quedas do Iguaçu e Laranjeiras do Sul, Hélder Lauria, se manifestou contundentemente a respeito do prosseguimento das investigações relacionadas ao caso.

Ele declarou enfaticamente que os "tiros teriam sido planejados" e que "se foi uma só pessoa que planejou o ataque, teria direcionado o tiro", segundo Hélder Lauria.

Ainda de acordo com a condução das investigações do delegado Hélder Lauria, o suposto atirador teria se posicionado e aguardado a passagem da caravana lulista, para que pudesse efetuar os disparos. Porém, de acordo com o delegado, ainda não seria possível determinar o local exato desses disparos e nem mesmo, os reais motivos para que isso viesse a ocorrer.

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Entretanto, Hélder Lauria foi contundente ao revelar que "quem fez isso sabia realmente o que estava fazendo, embora não se possa dizer que fosse algo orquestrado, mas a pessoa que lá estava, não estava atirando em passarinhos e por acaso teria acertado o ônibus". Vale ressaltar que o delegado de Polícia deve solicitar, pelo menos, mais trinta dias para a conclusão do inquérito policial. Deverão ser ouvidas ainda trinta testemunhas, entre moradores, seguranças e policiais, além de passageiros e um jornalista que se encontrava na caravana petista.

O crime acabou sendo classificado pelas autoridades como "disparo com arma de fogo com dano provocado".

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