Nesta terça-feira (1ª/5), em Buenos Aires, na Argentina, a ex-presidente da República, Dilma Rousseff (PT), consolidou uma campanha internacional ao sinalizar a liberdade do ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, que segundo ela, será eleito independente da prisão. O líder petista encontra-se detido em regime fechado, na superintendência da Polícia Federal (PF) em Curitiba, desde o último dia 7 de abril.

De acordo com Dilma, tudo será questão de tempo e em outubro, Lula receberá a notícia de sua vitória como "presidente do Brasil", garantiu a ex-presidente impeachmada, aos visitantes da Feira do Livro que acontece em Buenos Aires nessa semana. Lula foi condenado à pena de doze anos e um mês, pelo caso tríplex do Guarujá, pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Assim que foi preso, Lula enviou uma carta ao diretório do PT através de seus advogados, e o conteúdo da correspondência sugeria a troca de candidatos para concorrer à presidência da República, uma vez que não tem conhecimento do tempo em que permanecerá na cadeia.

Porém o partido não aceitou e insistirá em Lula, o registrando no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), como candidato 'certo' ao Palácio do Planalto.

Dilma foi questionada logo após a apresentação do livro "Lula, a verdade vencerá", e foi incisiva e afirmou que todos devem entender que Lula é um forte candidato a vencer as eleições, todavia, foi preciso tirá-lo de campo. Então, inventaram essa perseguição, esclareceu a petista que ainda utilizou o livro, como comparativo para a atualidade.

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Outra situação comentada com os jornalistas é a preocupação com a integridade física de Lula. Na verdade, Rousseff referiu-se a alimentação e a bebida que o petista ingere nas dependências da PF. Para ela, a juíza da Vara de Execuções Penais (VEP), Carolina Leddos, de Curitiba jamais poderia ter a impedido, junto a vários aliados, inclusive, alguns parlamentares de visitar o ex-presidente, na segunda-feira (23/4).

Discordando totalmente do processo judicial do líder petista, inclusive da prisão, Dilma afirmou que Lula está na cadeia como um "preso político" e que cometeu um crime inexistente, além de estarem infringindo os direitos humanos. Com a ex-chefe de Estado, atentos à denúncia, estavam os representantes dos países vizinhos ao Brasil: Ernesto Samper da Colômbia e Cuauhtémoc Cárdenas, ex-prefeito da Cidade do México.

Lula vem se mantendo à frente dos outros candidatos, com uma diferença significativa de votos com relação ao segundo lugar, preenchido por Jair Bolsonaro (PSL-RJ). O cenário eleitoral, foi comunicado pelos demonstrativos do Instituto Datafolha, em que compararam pesquisas realizadas antes e depois da prisão do petista.

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