O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, cancelou nesta quinta-feira (24) a reunião com a Coreia do Norte, que seria realizada no dia 12, em Singapura.

“Eu estava bastante ansioso para nos encontrarmos”, diz Trump, em carta emitida para esclarecer tal decisão, divulgada pela Casa Branca.

“Infelizmente, com base nas hostilidades abertas exibidas em suas declarações mais recentes, sinto que é inadequado à realização desta, que foi planejada há muito tempo”, afirma Trump, em trecho da carta.

Trump ainda reforçou algumas ameaças de guerra nuclear: “Você fala de suas capacidades nucleares, mas nós temos capacidades grandes e poderosas, que eu rezo para Deus que não precisemos usar”, declarou Trump, com certo tom de ameaça em carta divulgada pela Casa Branca.

"Por favor, deixe esta carta servir para representar que a cúpula de Singapura, para o bem das duas partes, mas para detrimento do mundo, não será realizada", afirmou o presidente norte-americano, disparando também que o mundo e a Coreia do Norte, em particular, perderam uma grande oportunidade.

Iniciativa de Trégua

As brigas dos dois governos não são de hoje. Desde a posse de Trump, o Governo norte-coreano iniciou diversos testes de misseis balísticos e nucleares que provocaram reações enérgicas dos dois governos.

O ditador Kim Jong-un, no ano de 2018, realizou atividades e declarações que deixavam a entender que possíveis ameaças políticas poderiam finalmente ter uma trégua. A primeira indicação foi o reencontro histórico das duas Coreias. Kim e o presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-jin, se encontraram e se comprometeram a assinar um tratado de paz, ainda em 2018.

Outro indício, dessa vez direto com os Estados Unidos, foi a libertação de três americanos que tinham sido detidos por Pyongyang por suspeita de atos anti-estatais. Trump inclusive agradeceu a Kim por esse ato na carta publicada nessa quinta.

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Curiosidades Governo

Mudança de tom

Na semana passada, a Coreia suspendeu as conversações com a vizinha, alegando que o governo de Seul estava realizando serviços militares junto aos Estados Unidos e que isso poderia ser um treinamento para invasão do território norte-coreano.

O regime de Kim Jong-un já tinha colocado em aberto a realização de tal reunião com os Estados Unidos.

Com a declaração recente de Donald Trump, o secretário geral da ONU, Antônio Gutierrez, se disse “bastante preocupado” com esse cancelamento, até porque se trata de dois governos fortemente armados e com armazenamentos nucleares que já vinham realizando ameaças um ao outro.

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