A sessão de votação em Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) [VIDEO], nesta quarta-feira à tarde (02), foi "tensa" já que os ministros da Suprema Corte brasileira tiveram que lidar comum assunto extremamente complexo e polêmico; a decisão a ser tomada em relação à possibilidade de restrição do foro privilegiado para deputados estaduais, federais e senadores da República.Trata-se de um tema "espinhoso" que havia sido paralisado desde a última votação em que o ministro José Antônio Dias Toffoli havia solicitado um pedido de vistas em relação ao caso. A retomada do julgamento desta quarta-feira se iniciou com o voto do ministro Dias Toffoli.

Vale ressaltar que muitos parlamentares fazem uso do foro privilegiado para que sejam julgados somente no âmbito do Supremo Tribunal Federal (STF), que acaba se tornando muito leniente em relação aos processos que tramitam na Suprema Corte, já que parlamentares acusados de crimes e com inquéritos abertos perante à Justiça, somente são julgados no STF já que possuem prerrogativa de foro privilegiado. Foram proferidos dez votos a zero pela possibilidade de restrição de foro privilegiado, restando o voto de Gilmar Mendes que deverá ser finalizado nesta quinta-feira (03), por decisão da presidente da mais alta Corte do Poder Judiciário brasileiro.

Ministro Gilmar Mendes se dirige ao Comandante do Exército

Durante a realização da sessão do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quarta-feira (02), o ministro Gilmar Mendes fez uma forte crítica relacionada à possibilidade de restrição do foro privilegiado.

Para o magistrado, a redução do foro atingirá a todas instituições, inclusive para os próprios ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), além da medida ser dirigida ainda, para ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ), além de membros integrantes do Tribunal de Contas da União (TCU).

Entretanto, num momento de argumentação, o ministro Gilmar Mendes direcionou um forte "recado" ao Comandante do Exército e das Forças Armadas [VIDEO]. De modo irônico, Gilmar Mendes afirmou que "os senhores do Supremo poderiam imaginar um oficial de Justiça de Cabobró vier intimar o Comandante do Exército brasileiro, da Marinha e da Aeronáutica", em um tom de indagação.

Porém, o ministro Gilmar Mendes se considerou ainda um "mau profeta", ao afirmar que a possível restrição do foro privilegiado daria muito errado, já que segundo o ministro, essas seriam questões que devem ser tratadas juridicamente, já que seria algo "muito fácil enganar o povo", segundo o ministro Gilmar Mendes.