A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, tomou decisão que deixa a cúpula petista e o ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, extremamente preocupados com uma nova denúncia que acaba de ser proferida pela PGR. Tanto o ex-presidente Lula, quanto a senadora pelo Partido dos Trabalhadores (PT) do Paraná e presidente nacional da sigla [VIDEO], Gleisi Hoffmann, receberam uma péssima notícia: ter que enfrentar uma nova denúncia no âmbito das investigações da força-tarefa da maior operação anticorrupção na história contemporânea brasileira e uma das maiores já desencadeadas em todo o mundo, a Operação Lava Jato [VIDEO], da Polícia Federal.

Vale lembrar que a Operação Lava Jato é conduzida em primeira instância pelo juiz Sérgio Moro, a partir da décima terceira Vara Criminal da Justiça Federal de Curitiba, no estado do Paraná.

Além do ex-presidente Lula e da senadora Gleisi Hoffmann, também foram denunciados o chefe de gabinete de Gleisi, Leones Dall Adnol e o marido da petista, Paulo Bernardo. O ex-ministro da Fazenda petista, Antonio Palocci Filho, também foi denunciado. As denúncias proferidas pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge, se referem à ocorrência de crimes de lavagem de dinheiro e corrupção.

Denúncia grave

A denúncia da Procuradoria-Geral da República se posicionou, de modo enfático, em relação à denúncia apresentada por Raquel Dodge. A denúncia é baseada no conteúdo do acordo de colaboração premiada firmada entre o empreiteiro Marcelo Odebrecht e a Polícia Federal.

De acordo com informações repassadas pela imprensa, as acusações que pesam contra os petistas se originam a partir de alocação para o Partido dos Trabalhadores (PT), de uma quantia estimada em aproximadamente 40 milhões de dólares, em troca de decisões que se referem a interesses da Construtora Odebrecht.

Ainda como parte dessa quantia exorbitante destinada como propinas provenientes do mega escândalo de corrupção da Petrobras, maior estatal brasileira, um aumento da linha de crédito às exportações do Brasil para Angola, na África, foi concretizado, de forma ilegal. Além do conteúdo da delação premiada de Marcelo Odebrecht, a colaboração premiada do pai de Marcelo, Emílio Odebrecht, tornou-se corroborada nessa investigação dos procuradores federais, através da existência de planilhas e e-mails, além de provas obtidas a partir da quebra de sigilo telefônico de todos os investigados.

Vale ressaltar que o ex-presidente Lula foi denunciado nessa ação penal, pela prática de corrupção passiva. Já a senadora Gleisi Hoffmann foi denunciada pela prática de crimes de corrupção ativa e lavagem de dinheiro. Um dado inusitado apresentado e repassado pela imprensa, segundo o site " O Antagonista", o marido de Gleisi, Paulo Bernardo, que também foi denunciado, se referia à propina como "combustível", como algo urgente que ele necessitava.