Nesta quarta-feira (23/5), o ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva enviou uma carta aos cuidados da presidente do Partido dos Trabalhadores, Gleisi Hoffmann (PT-PR) para ser divulgada aos vereadores e prefeitos que marcaram presença na XXI Marcha à Brasília, organizada pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM), em Defesa dos Municípios, realizada na própria capital federal. O conteúdo narrado pela senadora dividiu opiniões entre o público do ato político.

Vários parlamentares foram surpreendidos com teor da correspondência do ex-presidente Lula, que se encontra preso desde o dia 7 de abril, em decorrência de condenação criminal proferida pelo juiz federal, responsável pela maior operação do combate contra a corrupção no país, Sérgio Moro. Lula cumprirá pena de doze anos e um mês de prisão, a princípio em regime fechado, pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

A sentença refere-se ao apartamento tríplex, no Guarujá.

No momento em que Hoffmann fez a leitura, alguns dos respectivos prefeitos e vereadores manifestaram de forma positiva pela liberdade de Lula, porém outra parte, se retirou gritando palavras de ordem apoiando as investigações da operação Lava Jato. O encontro foi marcado pelo discurso de todos os candidatos que desejam disputar a cadeira da Presidência da República, com a mesma oportunidade, o PT foi convocado, porém preferiu usufruir o tempo proposto para ler o recado do líder petista aos concorrentes.

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Lava Jato Sergio Moro

Lula justificou sua insistência à presidência, pois segundo ele, não há provas sobre os seus crimes, por isso está sempre questionando a autoridade que o condenou, ou seja, o juiz Moro, sobre os indícios que atestem a sua culpa. Mesmo com inquietude, ele não conseguiu convencer o Tribunal Regional Federal da 4ª Região, em Porto Alegre, que após recurso protocolado, o resultado foi unânime em confirmar a condenação do ex-presidente, inclusive a pena que antes era de nove anos e seis meses, agora, aumentados para doze anos e um mês, conforme citado anteriormente.

Ainda no mesmo documento, Hoffmann descreveu que Lula avisou sobre o PT, ou seja, que o partido conhece muito bem o resultado dos eleitores. Esse seria o motivo pelo qual o petista ousou dizer à seus adversários, que não tem medo de enfrentá-lo nas urnas em outubro. Também foram lembrados pela senadora, os três últimos anos citados na carta que segundo o petista, foram suficientes para detonar sua conduta e fez um pedido para o deixarem em paz, pois quem deverá decidir sobre a sua permanência nas eleições deverá ser a população brasileira, por intermédio das urnas.

O ex-presidente alegou que somente ele será capaz de levantar o país novamente, pois quando se tornou presidente no passado, o Brasil estava em uma situação crítica e ao deixar a presidência, tudo estava controlado. Demonstrou que possuiu experiência necessária para uma gestão ainda mais completa se tornando Chefe do Executivo em 2018.

Por fim, Lula comentou que vai provar a qualquer custo a sua inocência.

Ressaltando que será um presidente para unir o país e não para dividi-lo em "paneleiros ou petistas" prestando apoio incondicional para com os brasileiros.

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