Nesta quarta-feira (23), o juiz federal Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato no país, determinou a intimação de Guido Mantega, ex-ministro da Fazenda dos Governos Lula e Dilma. O magistrado quer esclarecimentos sobre uma conta corrente da titularidade de Mantega localizada na Suíça, suscitada em 2017 pelos seus próprios advogados.

Moro fundamentou o despacho que intimará Guido Mantega a comparecer à 13ª Vara Criminal, em Curitiba para apresentar explicações convincentes sobre a realidade dos fatos e a possibilidade de o envolvimento de outros personagens, sejam eles da esfera política ou não.

O ex-ministro deverá garantir a legitimidade das informações no período máximo de 10 dias, caso contrário, outras diligências deverão ser instituídas pelo magistrado.

Com brevidade, foi decretado o intima-se de Guido Mantega, sendo estendidos aos seus advogados para o aceite e apresentação de documentos que incorra na prestação de conta mantida em âmbito internacional, especificadamente na Suíça. Apresentar de forma clara os motivos necessários que transcorreram para originar o aludido crédito, destacou o juiz federal.

O ex-ministro no mês de maio do ano passado, por intermédio de seus defensores jurídicos declarou à Moro que contas bancárias e qualquer outro documento de sua propriedade, sendo eles, financeiros, fiscais ou de operações posicionadas fora do país, poderia ter o sigilo quebrado com a finalidade de concorrer com a veracidade de seus depoimentos.

Entretanto, de acordo com os advogados, uma conta foi aberta antes mesmo de Guido Mantega assumir a presidência do Ministério da Fazenda, ademais, o produto bancário apenas recebeu um depósito equivalente a US$ 600 mil em decorrência de negócio lícito, administrado em contrato de compra e venda de imóvel herdado de seu pai.

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Lava Jato Sergio Moro

Ainda no documento, a defesa opinou em informar todos os dados da conta "Papilon Company 111216", assim identificada no Banco Picktet, situado na Suíça. Tudo que envolve lançamentos contábeis e outros métodos que comprovam a licitude da operação, deverão ser juntado aos autos conforme instrução de Sérgio Moro.

Desta feita, também foi observado que Mantega não aguarda perdão do juizo, nem tampouco clemência por infringir em sonegação fiscal, porém justificou que jamais recebeu vantagens indevidas ou qualquer outro montante com a finalidade de usufruir de suas funções para facilitar procedimentos duvidosos.

Em setembro de 2016, Guido Mantega foi preso na 34ª fase da Lava Jato, apelidada de Arquivo X. Na ocasião, o ex-ministro estava levando sua esposa, Eliane Berger (falecida em novembro de 2017), para uma cirurgia agendada no Hospital Albert Einstein, na capital paulista.

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