Arick Wierson, estrategista político norte-americano afirmou, em uma entrevista para o site InfoMoney, que o deputado federal Jair Bolsonaro (PSL-RJ), pré-candidato à Presidência da República este ano, possui um apoio que não passa de 25% da população. Isso faz com que ele acredite que não há hipótese para que Bolsonaro se torne o próximo presidente do Brasil.

Wierson explica que há uma chance dele chegar ao segundo turno, mas que será alvo fácil, sendo derrotado pela oposição.

Para o estrategista político, a esquerda também enfrenta sérios problemas, pois o PT está com a imagem ligada ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Portanto, há uma chance de surgir um candidato centro-esquerda ou centro-direita que poderá vencer Bolsonaro no segundo turno.

Para Wierson, a governabilidade do país depende de diversas coligações. Caso Bolsonaro se torne a presidente, ele terá dificuldades em fazer reformas no país, pois terá de enfrentar o Congresso, que é de oposição.

Sobre a possibilidade do ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) se tornar presidente, o estrategista político também acredita que haverá dificuldades. Para ele, é difícil que tucano consiga chegar ao segundo turno. Mesmo assim, Wierson acha que Alckmin será um grande opositor de Bolsonaro em um eventual segundo turno entre os dois.

Com relação à esquerda, o estrategista diz que a maior dificuldade no momento é a formação de coligações por causa Lula.

Não perca as últimas notícias!
Clique no tema que mais te interessa. Vamos te manter atualizado com todas as últimas novidades que você não deve perder.
Jair Bolsonaro Música

Havendo certeza de que o ex-presidente petista não poderá se candidatar, ele poderia designar Marina Silva (Rede), Ciro Gomes (PDT) ou outra pessoa para contrapor Bolsonaro. Porém, até que o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) decida se ele poderá se candidatar ou não, talvez fique tarde para que o PT consiga estabelecer coligações.

Wierson acredita que, se a esquerda designar outra pessoa, provavelmente será Ciro Gomes. Independente de quem seja eleito para governar o país nos próximos quatro anos, haverá muitos problemas para a governabilidade do Brasil, por haver um Congresso muito fragmentado, talvez o mais fragmentado do mundo, diz o especialista.

Há múltiplas frentes de negociação com as bancadas, diz Wierson.

Porém, o que resta da análise é que o mais está inviabilizando Bolsonaro de ser o próximo presidente é de fato a falta de apoio da população. Embora haja uma grande quantidade de pessoas que queiram resgatar o conservadorismo, juntamente com os religiosos brasileiros, eles não ultrapassam os 25% do eleitorado.

Para o estrategista político, isso é insuficiente para que Bolsonaro seja eleito nas próximos Eleições para presidente do Brasil.

Agora resta a todos aguardarem a resposta do TSE sobre a possibilidade de Lula poder se candidatar ou não.

Não perca a nossa página no Facebook!
Leia tudo