Apontado como possível candidato a vice-presidente pelo Partido dos Trabalhadores (PT) nas Eleições de outubro próximo, o ex-prefeito de São Paulo [VIDEO] Fernando Haddad foi denunciado na noite desta quinta-feira (10) pelo promotor de justiça eleitoral Luiz Henrique Dal Poz, por uso de caixa 2 nas eleições para a prefeitura da capital, em 2012.

Caso a denúncia seja aceita pela Justiça, ele e outras quatro pessoas, que também foram acusadas [VIDEO], se tornarão réus por falsidade ideológica para fins eleitorais. O motivo da denúncia foi o recebimento não declarado de recursos da empreiteira UTC, uma das investigadas na Operação Lava Jato.

De acordo com Dal Poz, foram usadas notas idôneas para fazer a prestação de contas da campanha.

Junto com o ex-chefe do executivo da capital paulista, também foram denunciados o contador da campanha de Hadad em 2012, Francisco Macena, o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, o empresário do setor gráfico Ronaldo Cândido, além do ex-deputado estadual pelo PT Francisco Carlos de Souza, conhecido como Chicão e que também é empresário de gráficas.

A denúncia

As denúncias contra Fernando Haddad partiram de uma delação premiada feita em 2016 pelo empresário Ricardo Pessoa, da UTC. Ele acusou uma pessoa identificada como Chicão como destinatário de 2,6 milhões de reais vindos da Petrobrás. A propina seria usada para sanar dívidas com uma gráfica que produziu material para a campanha do ex-prefeito em 2012.

Inicialmente, o valor seria de 3 milhões, mas depois de negociação, a dívida teve um abatimento de 400 mil reais.

O que dizem os acusados

A assessoria de imprensa do político foi procurada pela reportagem do G1 e respondeu que o ex-prefeito classificou a denuncia como “um absurdo” e que Haddad irá se defender na Justiça Eleitoral. O crime prevê prisão por até cinco anos e inelegibilidade. Em nota, os advogados de defesa de Haddad informaram que ainda não tiveram acesso à denúncia.

A defesa de João Vaccari também se manifestou através de seu advogado Luiz Flavio Borges D'Urso. Ele negou que seu cliente tivesse sido tesoureiro da campanha e também que tivesse solicitado recursos para a mesma. Segundo ele, Vaccari era tesoureiro do partido e por conta disso solicitava doações legais apenas para PT e estas eram efetuadas na conta bancária do partido.

Tanto o portal G1 quanto a Folha de São Paulo tentou entrar em contato com os outros dois acusados, porém não obtiveram retorno.