A força-tarefa da maior operação anticorrupção em toda a história contemporânea brasileira e uma das maiores já desencadeadas em todo o mundo, a Operação Lava Jato, da Polícia Federal, se debruça ao aprofundar as investigações relacionadas à aquisição de um sítio localizado na cidade de Atibaia, interior do estado de São Paulo. De acordo com as investigações que dia após dia se concentram em novos depoimentos prestados à Polícia Federal, a propriedade seria atribuída ao ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.

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As reformas implementadas na propriedade localizada em uma região rural da cidade de Atibaia.

Entretanto, pairam dúvidas que vêm acarretando novas suspeitas à força-tarefa de trabalho da Lava Jato, que é conduzida em primeira instância pelo juiz Sérgio Moro, a partir da décima terceira Vara Criminal da Justiça Federal de Curitiba, no estado do Paraná. O magistrado paranaense apura nesse processo respectivo do sítio de Atibaia, o repasse de dinheiro público ilicitamente na realização de reformas no imóvel, como benefício ao ex-presidente Lula.

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Vale lembrar que o ex-mandatário petista já se encontra preso na Superintendência da Polícia Federal, na capital paranaense, ao cumprir uma pena estimada de mais de doze anos e um mês de prisão em regime fechado, devido à obtenção ilegal de um apartamento de luxo Tríplex, localizado em uma praia na área nobre da cidade de Guarujá, no litoral sul do estado de São Paulo. O imóvel também teria sido angariado por meio de propinas provenientes do mega escândalo de desvios dos cofres públicos da Petrobrás. Lula foi condenado pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

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Lava Jato Sergio Moro

Fortes suspeitas de falsidade em depoimentos à Justiça

De acordo com possíveis suspeitas que vêm à tona, os agentes federais fazem uma análise minuciosa da situação. Na última segunda-feira (07), o presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, em depoimento realizado ao juiz federal Sérgio Moro, afirmou que o ex-presidente Lula queria comprar o sítio localizado na cidade de Atibaia.

Porém, outro fator preponderante e de alta suspeição, é que hoje, durante depoimento à Justiça, o ex-ministro da Casa Civil e ex-chefe de gabinete do presidente Lula, Gilberto Carvalho, confirmou a mesma versão dada por Okamotto, de que Lula apenas teria a intenção de comprar o imóvel supracitado.

Tudo poderia ser, no entanto, um "engodo" orquestrado por advogados de defesa do ex-presidente Lula e que acabou angariando enorme repercussão juntamente à imprensa.

Ainda de acordo com o depoimento de Gilberto Carvalho, "o ex-presidente Lula queria comprar o sítio, mas achava que era muito longe". Carvalho disse que a intenção do ex-mandatário petista apenas se confirmou após 15 de janeiro de 2011, quando Lula já não era mais presidente.

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Entretanto, a força-tarefa da Lava Jato verificou que através de documentos coletados juntamente ao pedágio, a família Lula da Silva teria viajado para o sítio, pelo menos, 111 vezes, desde meados de 2012.

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