A Operação "Câmbio, Desligo", uma das maiores deflagrações da Lava Jato que teve como alvo 45 doleiros que trabalhavam para o ex-governador Sérgio Cabral, desarticulou um esquema criminoso comandado pelo doleiro-chefe, Dario Messer, que no momento, está foragido. Junto com ele, participava dos crimes o doleiro René Maurício Loeb. Segundo informações do Ministério Público Federal (MPF) e divulgadas pelo site Globo, Loeb embarcou em Santos para uma viagem à Europa, dias antes de ser deflagrada a "Câmbio, Desligo".

Ele teria recebido informações da operação, que foram vazadas, e organizou a sua fuga. Para sair do país, em grande estilo e como uma forma até mesmo de desafiar a Justiça Brasileira, principalmente, o juiz Marcelo Bretas que cuida do caso, o doleiro fugitivo embarcou num navio de alto luxo, com escadas adornadas com cristais Swarovski e piscina com borda infinita.

A defesa do doleiro justificou que a viagem foi um caso de precisão.

Ele estaria com graves problemas de saúde e procurava no Exterior um tratamento mais eficaz para a sua fibrose pulmonar idiopática. Conforme os advogados, a doença é rara e prejudica na respiração já que deixa cicatrizes nos pulmões.

A defesa mostrou atestados médicos comprovando a doença de Loeb e ele não poderia viajar de avião. Os advogados pedem para Bretas cancelar o pedido de prisão para que o cliente possa se tratar com tranquilidade no Exterior.

Não perca as últimas notícias!
Clique no tema que mais te interessa. Vamos te manter atualizado com todas as últimas novidades que você não deve perder.
Lava Jato

Suspeitas do MPF

Os procuradores notaram que existem fatos estranhos e que causam grandes suspeitas. O doleiro fugitivo escolheu a Alemanha, país em que ele é cidadão. Dessa forma, ele não pode ser preso.

Investigadores da Lava Jato acreditam que a informação da operação vazou e chegou até os criminosos e isso ajudou na fuga.

Os advogados do doleiro contestam e afirmam que ninguém ficou sabendo das investigações e que a viagem já era algo marcado.

Luxo

Conforme informações da operação, Renê Maurício Loeb movimentou cerca de R$ 100 milhões no mercado negro do dólar. Ele viu o Brasil pela última vez no dia 8 de abril. O doleiro estava na varanda da cabine 13045 do cruzeiro MSC Preziosa.

O navio é gigantesco com acomodações preparadas para receber 4,3 mil turistas. São 18 andares, 26 elevadores, uma estrutura poderosa de 140 mil toneladas.

Há uma padaria própria, onde 15 funcionários se revezam a fim de manter por 24 horas o funcionamento.

Além de Loeb, outros envolvidos nos crimes estão foragidos e vários países já estão sendo consultados.

Não perca a nossa página no Facebook!
Leia tudo