Uma decisão tomada liminarmente pelo desembargador João Pedro Gebran Neto, relator dos casos relacionados à Operação Lava Jato no Tribunal de segunda instância, em se tratando do Tribunal Regional Federal da Quarta Região (TRF4), de Porto Alegre, no estado do Rio Grande do Sul, acabou causando um verdadeiro "transtorno" para as pretensões do ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.

Vale lembrar que o ex-mandatário petista encontra-se preso nas dependências da Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba, no estado do Paraná, cuja condenação se refere ao caso da obtenção, através de recursos ilícitos, do apartamento de luxo Tríplex, localizado em uma das regiões mais nobres da cidade de Guarujá, no litoral sul do estado de São Paulo.

As acusações que pesaram contra o ex-presidente Lula, relacionadas ao embasamento da acusação, se referem à prática criminosa de lavagem de dinheiro e corrupção passiva, no âmbito das investigações da maior operação anticorrupção em toda a história contemporânea do país e uma das maiores já deflagradas em todo o mundo, a Lava Jato, da Polícia Federal [VIDEO]. A operação é conduzida em primeira instância pelo juiz Sérgio Moro, a partir da décima terceira Vara Criminal da Justiça Federal de Curitiba, no estado do Paraná.

Decisão liminar de desembargador surpreende Lula

Uma decisão tomada de modo liminar, na última quinta-feira (03), foi indeferida pelo Tribunal Regional Federal da Quarta Região (TRF4), por meio do desembargador João Pedro Gebran Neto, que rejeitou a visitação a Lula, pelo pré-candidato à Presidência da República, Ciro Gomes.

Além da proibição de visita de Ciro Gomes, também foram proibidos de visitar Lula, o presidente nacional do PDT (Partido Democrático Trabalhista), Carlos Lupi e o deputado federal André Figueiredo.

Após a rejeição da solicitação de visita a Lula pela Justiça Federal de Curitiba, no Paraná, os pedetistas recorreram ao Tribunal de segunda instância; o TRF4 de Porto Alegre, responsável pela análise e revisão de sentenças proferidas pela primeira instância da Lava Jato. Os parlamentares argumentaram que não representariam nenhum tipo de risco no funcionamento na sede da Superintendência da Polícia Federal na capital paranaense. Os mesmos ressaltaram ainda, que "o veto afrontaria o direito de amigos do preso condenado".

Porém, a resposta do desembargador João Pedro Gebran Neto foi contundente, ao relatar que as visitas a um preso não deveriam ser consideradas como direito líquido e certo de amigos e que o requerimento respectivo, tão somente deveria ser formulado por familiares do preso que estivessem em situações de caráter excepcional. A resposta do de Gebran Neto acabou se tornando um verdadeiro "balde de água fria" nas pretensões de Lula e Ciro Gomes, em se tentar fazer qualquer tipo de acordo com vistas à eleição presidencial deste ano.