O comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, decidiu usar o seu Twitter para se manifestar sobre o decreto do presidente Michel Temer sobre a Garantia da Lei e da Ordem (GLO).

Conforme publicação do general, as Forças Armadas atuarão com base na Constituição Federal, dando total apoio às instituições em prol da democracia.

O general pediu que todos o setores da sociedade brasileira se empenhem para que se chegue a uma solução rápida diante da crise proporcionada pela paralisação dos caminhoneiros [VIDEO].

Em uma reunião, nesta sexta-feira (25), foram discutidas as estratégias para a operação.

De acordo com o ministro da Defesa, Joaquim Silva e Luna, as Forças Armadas [VIDEO] atuarão de uma forma enérgica e rápida para estabelecer a ordem.

Vias serão desbloqueadas, serão feitas escoltas de comboios e proteção de infraestruturas críticas.

Decreto de emergência

A situação do país é tensa. O prefeito de São Paulo decretou estado de emergência na cidade. O Rio de Janeiro entrou em estado de atenção no final da tarde de hoje. Aeroportos estão sem combustível e o Governo acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) para que seja declarada ilegal a greve dos caminhoneiros.

Segundo o ministro Eliseu Padilha, a Garantia da Lei e da Ordem começou nesta sexta (25) e vai até o dia 04 de junho, completando uma semana. Se a situação não melhorar, a medida poderá ser prorrogada.

O ministro ainda comentou que foi estabelecido um acordo com os caminhoneiros, mas eles não cumpriram com a palavra em encerrar a greve. "Nós do Governo estamos buscando cumprir 100% e esperamos que os caminhoneiros cumpram 100% de sua parte", disse o ministro.

Além da falta de alimentos nos supermercados, vários voos no país foram cancelados por falta de combustível. Só em Brasilia, o Aeroporto Internacional cancelou 47 voos e teve 24 atrasos.

A reservas de Querosene de Aviação (QAV) se esgotaram nesta sexta-feira (25).

Requisição de bens

De acordo com o general Sérgio Etchegoyen, caso houver caminhoneiros tentando impedir a ação dos militares, haverá a requisição de bens. Dessa forma, as Forças Armadas tomariam os caminhões para que fossem feitos os abastecimentos.

Raul Jungmann explicou, porém, que esse tipo de requisição de bens só aconteceria nas empresas e distribuidoras que se negarem a disponibilizar motoristas.

Eliseu Padilha acredita que isso não vai ser preciso e que aos poucos tudo vai voltar ao normal.