A situação do ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT), preso há pouco menos de um mês em uma cela na Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba, no estado do Paraná, enfrenta novos obstáculos, a partir de todo o isolamento vivenciado pelo ex-mandatário petista.

Entretanto, vale ressaltar que ele foi condenado a 12 anos e um mês de cadeia em regime prisional fechado, pelo cometimento de crimes de colarinho branco, pela prática de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, em relação ao caso da propriedade do apartamento luxuoso tríplex do Guarujá (SP), atribuído ao petista.

As acusações relativas a esse processo fazem parte das investigações da força-tarefa de trabalho no âmbito da maior operação anticorrupção em toda a história contemporânea do país e uma das maiores já implementadas em todo o planeta, a Operação Lava Jato [VIDEO], da Polícia Federal [VIDEO].

Ela é julgada em primeira instância pelo juiz Sergio Moro, a partir da 13ª Vara Criminal da Justiça Federal de Curitiba.

Preocupação da presidente do PT, Gleisi Hoffmann

A presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT) e senadora pelo Paraná, Gleisi Hoffmann, visitou nesta quinta-feira (3), juntamente com o ex-governador baiano também petista Jacques Wagner, o ex-presidente Lula, na Superintendência da Polícia Federal. Ao sair da visita a Lula, já ao lado de fora do prédio da Polícia Federal, Gleisi Hoffmann fez uma revelação a respeito do que teria se passado e conversado na cela do ex-presidente petista.

No encontro de aproximadamente uma hora, Gleisi relatou que o ex-mandatário petista estaria "desconjurado com a situação” de seu isolamento no cárcere da Polícia Federal. Entretanto, vale lembrar que Lula está detido em uma espécie de cela especial na Superintendência da PF.

Um fator preponderante que deve-se levar em conta é Lula ter sido beneficiado com a possibilidade de visita de não somente familiares as quintas-feiras, mas também poderá ser visitado por amigos e correligionários na última hora da visita.

Já o ex-governador da Bahia Jacques Wagner, que também esteve ao encontro com Lula, afirmou que o ex-presidente estaria “extremamente indignado com a injustiça praticada contra ele". Ao ser indagado por um jornalista sobre possível aliança entre PT e Ciro Gomes (PDT), que é pré-candidato à Presidência da República, Jacques Wagner foi interrompido por Gleisi Hoffmann, que demonstrou irritação ao afirmar que "Ciro não é a pauta do PT, e nem foi tema da conversa [com Lula]".