O governo de Michel Temer encontrou enormes dificuldades em acordo com os caminhoneiros. A greve ultrapassou uma semana e traz inúmeros prejuízos na economia. A alta cúpula do Governo tenta solucionar o caso para evitar um caos ainda maior. No entanto, a reação de alguns militares das Forças Armadas está causando preocupação.

No momento em que Temer notou a gravidade do movimento dos caminhoneiros, militares foram acionados para conter a paralisação.

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Porém membros da tropa federal estariam demonstrando certa ''simpatia'' com o ato e também demonstraram insatisfação quando foram acionados pelo governo para agir.

Mesmo as Forças Armadas repudiando uma possível intervenção militar, o governo se preocupa com um certo risco devido à reação dos militares. Uma das medidas estabelecidas por Temer, que agora soa como uma ameaça, é o fato de darem aval para que militares assumam o controle dos caminhões, retirando os veículos que estão bloqueando vias.

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Com isso, o governo acredita que os militares podem se recusar a fazer tal ato ou ainda abrir brecha para confronto com os caminhoneiros.

Segundo informações de militares mais experientes, um dos maiores problemas da greve são com mensagens falsas e boatos que circulam em grupos do WhatsApp. Dois vídeos que rondam nas redes são de supostos oficiais do Exército demonstrando apoio com à greve, mas na verdade são apenas pessoas com uniformes improvisados disseminando informações falsas.

A greve da categoria trouxe prejuízos em postos de combustível, supermercados e hospitais.

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Governo Michel Temer

Pedido de intervenção

Parentes de caminhoneiros se manifestam pedindo intervenção militar. Atos ocorrem em frente a quartéis do Rio Grande do Sul e de Minas Gerais. O presidente da Associação Brasileira de Caminhoneiros, José Fonseca Lopes, disse que o movimento mudou devido a grupos pedirem a intervenção, tirando o foco do real motivo da manifestação. Segundo Fonseca, o pedido de intervenção desmoraliza os bons caminhoneiros.

Os próximos dias prometem mais tensão no governo, os petroleiros aproveitam a manifestação nas estradas e ameaçam paralisar suas atividades nesta próxima quarta-feira, 30 de maio.

Diferente do que aconteceu em 1995, em que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso conteve uma greve colocando tropas federais em refinarias, o governo de Michel Temer não tem esse poder por ser um dos mais impopulares governos da história do Brasil.

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