Jair Bolsonaro (PSL-RJ), deputado e pré-candidato à Presidência da República, fez uma palestra bem polêmica na Associação Comercial do Rio de Janeiro, na segunda-feira (21), e foi aplaudido quando declarou que pessoas que compõe movimentos como MST (Movimento dos trabalhadores rurais sem terra) e MTST (Movimento dos trabalhadores sem teto) são marginais e devem ser tratados como terroristas.

Para o presidenciável, se eles invadirem, devem 'levar chumbo', pois é sagrada a propriedade privada. Além disso, ele defende o uso de "lança-chamas" contra as ações desses movimentos. Os empresários que assistiram a palestra aplaudiram muito, além de darem muita risada com as declarações polêmicas de Bolsonaro. [VIDEO]

Para Bolsonaro, a segurança é muito importante, por isso, ele defende que a violência, em alguns casos, deve ser tratada com mais violência ainda.

Discursos polêmicos

Embora os discursos de Bolsonaro apresentem boa aceitação por uma parcela do eleitorado, as suas declarações também tem causado repulsa em alguns. Na quarta-feira (23), o pré-candidato esteve na Marcha dos Prefeitos e foi vaiado. Ele, que está acostumado a ser chamado de mito, reagiu às críticas dizendo a pessoas próximas que ninguém deve esperar que ele seja o "Jairzinho do paz e amor".

Bolsonaro concordou com a equipe da campanha em fazer declarações mais amenas e moderadas, procurando conquistar o público que o rejeita, para alcançar pelo menos 30% do eleitorado. Mesmo assim, ele afirmou que "vai continuar atirando, mas com silenciador".

Racismo

Bolsonaro havia sido condenado a pagar uma multa no valor de 50 mil reais, em outubro do ano passado, por declarações consideradas racistas, feitas no Clube Hebraica, no Rio de Janeiro, em abril de 2017.

Agora, o MPF (Ministério Público Federal) pediu uma nova multa de 300 mil reais por causa de declarações ofensivas a comunidade quilombola.

Jair nunca demonstrou arrependimento por nenhuma de suas declarações em sua carreira política. Muitas foram consideradas ofensivas contra indígenas, refugiados, lésbicas, mulheres, travestis, bissexuais, gays, transgêneros e transexuais.

Com isso, ele perdeu grande parte do eleitorado LGBT e feminista, mas continua confiando no eleitorado religioso que apoia seus discursos. O PSL (Partido Social Liberal) pode tentar agora indicar uma vice presidente mulher [VIDEO] para conquistar o eleitorado feminino para eleger Bolsonaro à Presidência.