O PSB, partido ao qual Barbosa se filiou mês passado, vinha se esforçando para convencer seus caciques e o próprio Joaquim Barbosa a concorrer ao mais alto cargo do país. Tudo parecia estar caminhando para a unificação do partido em torno do ex presidente do STF: Governadores que eram contra passaram a apoiá-lo, deputados federais e candidatos por todo o país achavam que poderiam se beneficiar nas eleições com a imagem do ex-ministro, pesquisas de intenção de voto chegaram a colocá-lo em terceiro lugar, tecnicamente empatado com o segundo colocado.

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Mas nada disso adiantou.

Na manhã de hoje, 08 de maio, Joaquim Barbosa telefonou para o presidente do PSB,

Hoje de manhã, antes de disparar o tuíte em que avisou que não seria candidato, Joaquim Barbosa ligou para Carlos Siqueira, presidente do PSB, e para alguns caciques do partido, e informou que estava desistindo de se candidatar a presidente. Logo em seguida postou em seu Twitter que estaria abrindo mão da candidatura. Confira o tweet abaixo:

A seguir deu uma entrevista para o colunista Lauro Jardim, do Jornal O Globo.

Bastante tranquilo, ele afirma que pretendia se decidir até meados de julho, apesar de o PSB ter a intenção de lançá-lo como candidato oficialmente até junho. Ele resolveu anunciar o mais rápido possível sua desistência por temer que as próximas pesquisas mostrassem o seu crescimento nas pesquisas.

Por mais estranho que isso possa parecer, Barbosa não se baseava em pesquisas para se decidir quanto a candidatura, mas obviamente que isso animaria seus partidários e tornaria mais doloroso o anúncio da desistência.

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Sem falar que quanto mais adiasse mais atrapalharia a formulação de novos planos e alianças por parte do PSB.

Siqueira lamentou a decisão do colega, mas afirmou respeitar sua escolha. Outros candidatos de Esquerda, por outro lado, certamente estão comemorando. Ciro Gomes e Marina Silva sem dúvida são os maiores beneficiados com a desistência de Joaquim Barbosa.

Alckmin, enfrentando problemas na Justiça e com a candidatura longe de decolar, corria o sério risco de ficar bem atrás dos 4 melhores colocados nas pesquisas, e perder uma boa quantidade de votos até mesmo em São Paulo, a região onde tem mais força e principal domicílio eleitoral do país.

Com a saída do ex ministro do STF o governador de SP pode ao menos continuar sonhando.

Até mesmo Jair Bolsonaro tende a ganhar com a desistência de Joaquim Barbosa. Bolsonaro lidera as pesquisas de intenção de voto desde que Lula passou a ser considerado impedido de concorrer pela lei da ficha limpa depois de ter sido condenado em segunda instância e preso. Mas uma das principais bandeiras do Bolsonaro é a luta contra corrupção. Nesse ponto o mais temperamental ex ministro do STF também tinha muita força, pois foi o símbolo da rigidez contra os políticos do mensalão.

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Por esse motivo um eventual segundo turno Barbosa seria o pior adversário que Bolsonaro poderia enfrentar.

Barbosa também falou sobre em quem pretende votar para presidente: Ninguém! Pretende viajar para outro país às vésperas da eleição e não declarará apoio a nenhum candidato. Não surpreende: O ex ministro jamais apoiaria um candidato associado à imagem de corrupção. Dessa forma sobrariam apenas Bolsonaro e Marina Silva, mas Barbosa tem muitas discordâncias ideológicas do primeiro e por alguma razão desconhecida também não simpatiza com a segunda.

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