O juiz Vallisney de Oliveira, da 10° Vara Federal de Brasília, acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) e pediu para que tivesse acesso à provas e investigações de um inquérito que investiga o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e vários outros petistas que não possuem foro privilegiado. As informações são da jornalista Camila Bomfim, da Rede Globo.

O juiz quer dados sobre o inquérito do quadrilhão do PT, que segundo a denúncia, teria formado uma organização criminosa e desviado dinheiro da Petrobras. Além de Lula, respondem nesse processo: a ex-presidente Dilma Rousseff, os ex-ministros Antonio Palocci e Guido Mantega, Edinho Silva, a senadora Gleisi Hoffmann e seu marido, Paulo Bernardo, e o ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto.

O ministro Edson Fachin desmembrou esse inquérito, em março, e deixou no STF apenas os envolvimentos de Gleisi Hoffmann e Paulo Bernardo. O foro privilegiado acabou protegendo a senadora.

Numa atitude de buscar elucidar o caso no qual é responsável, o juiz quer usar as informações desse inquérito em um outro processo, no qual Lula é acusado de usar seu poder para forçar a Odebrecht a retirar dinheiro do BNDES e, em troca, contratasse a empresa do sobrinho de sua primeira mulher, a Taiguara Rodrigues.

Desmembramento

Em março, quando Fachin desmembrou o inquérito, ele ressaltou que foi vencido no julgamento. Ele não concordou com o envio do caso para a primeira instância [VIDEO], na época.

Os ministros que votaram pelo desmembramento foram: Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes e Marco Aurelio Mello.

A defesa de Lula [VIDEO] queria evitar que isso acontecesse e chegou a pedir para Fachin não enviar o caso à primeira instância. O ministro respeitou a decisão da Corte e enviou para Brasília.

Manipulação

Conforme informações exclusivas do "O Antagonista", governos petistas manipularam análises de risco e garantias a empréstimos bilionários do BNDES a países amigos. A auditoria foi realizada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e apura os valores fornecidos para obras de infraestrutura no exterior, durante o governo petista.

Foram encontradas irregularidades em 140 operações de crédito, totalizando desvios de R$ 50 bilhões. A Odebrecht foi a que mais se beneficiou com tudo isso. Os auditores descobriram que petistas manipularam os empréstimos e facilitaram a vida de países que não teriam como conseguir esse dinheiro em nenhum outro lugar do mundo.