Um dos ministros que é considerado extremamente polêmico e alvo de intensas críticas, principalmente, nas redes sociais e por parcelas expressivas da sociedade civil organizada do país, dada a repercussão de seus julgamentos e concessões de habeas corpus preventivos, durante votações em Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF), também sofreu uma forte reação por parte de entidades ligadas à magistratura e ao Ministério Público Federal.

Trata-se do ministro Gilmar Mendes, que é membro integrante da mais alta instância do Poder Judiciário brasileiro e um forte crítico, em relação à atuação da força-tarefa de trabalho da maior operação anticorrupção em toda a história do país e uma das maiores já implementadas em todo o mundo, a Operação Lava Jato, da Polícia Federal.

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Vale ressaltar que a Operação Lava Jato é um dos principais símbolos no combate à corrupção no país e é conduzida em primeira instância pelo juiz Sérgio Moro, a partir da décima terceira Vara Criminal da Justiça Federal de Curitiba, no estado do Paraná.

Reação de juízes e procuradores impressiona

Uma reação enérgica por parte de entidades de juízes e procuradores raramente é vista, principalmente quando o principal alvo das reclamações seja um ministro do do Supremo Tribunal Federal (STF).

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As entidades reunidas na Frente Associativa da Magistratura e do Ministério Público (Frentas) fizeram a divulgação de uma nota repudiando, de modo contundente, as afirmações proferidas pelo ministro Gilmar Mendes.

Os "ataques" de Mendes foram feitos durante a votação em Plenário da Suprema Corte brasileira, de um dos temas mais complexos e polêmicos que permeiam a realidade do Poder Judiciário do Brasil, a restrição da possibilidade de foro privilegiado para parlamentares, especialmente deputados e senadores da República, conforme resultado unânime favorável à restrição por dez votos a zero.

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Lava Jato

Naquela ocasião, durante a votação em Plenário na última quinta-feira (03), Gilmar Mendes foi irônico e desferiu muitas críticas a juízes e membros do Ministério Público Federal. De acordo com uma nota emitida e assinada pelo presidente da Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR), José Robalinho Cavalcanti, "o ministro Gilmar Mendes teria "lançado ataques aos membros integrantes do Ministério Público e aos juízes federais", ao se manifestar dizendo que "o sistrema da Justiça Criminal seria disfuncional nos diversos estados da Federação e não estaria preparado para o julgamento de detentores de foro privilegiado".

A nota dos magistrados e procuradores vai ainda além, ao afirmar que "as declarações consideradas desrespeitosas contra a atuação de juízes e procuradores do Ministério Público Federal seriam despropositadas e com o objetivo nítido de se tentar desestabilizar o sistema de Justiça no país". Entretanto, poucos dias após a aprovação à restrição ao foro privilegiado, o Congresso Nacional prepara medidas que possam coibir a atuação de juízes e procuradores.

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Um dos prontos a ser discutido para votação no Senado Federal, trata-se da previsão de uma suposta responsabilização do Estado por possíveis falhas que venham a ser cometidas por membros do Ministério Público.

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