O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), José Antonio Dias Toffoli, designado como magistrado relator de um dos processos que envolvem o ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, cujas investigações tramitam no âmbito da força-tarefa de trabalho da maior operação anticorrupção em toda a história contemporânea do país e uma das maiores já desencadeadas em todo o mundo, a Operação Lava Jato, da Polícia Federal, se manifestou em resposta à solicitação feita pela defesa do ex-mandatário petista.

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Vale ressaltar que na última quarta-feira (02), a defesa do ex-presidente Lula havia reclamado juntamente ao Supremo Tribunal Federal (STF), em relação à negação por parte do juiz Sérgio Moro em transferir os autos do processo relacionado à propriedade do sítio de Atibaia, no interior paulista, para a Justiça Federal do estado de São Paulo. De acordo com a defesa do ex-mandatário petista, o juiz Sérgio Moro teria "afrontado a autoridade da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF)", segundo os defensores do petista.

Na semana passada a Segunda Turma de ministros do Supremo, em sua maioria, determinou que parte do conteúdo de colaboração premiada da empreiteira Odebrecht, relacionado ao processo que envolve o sítio de Atibaia, atribuído ao ex-presidente Lula, segundo a força-tarefa da Operação Lava Jato, fosse remetida à Justiça Federal paulista e retirado parte desse conteúdo de provas e evidências das mãos do juiz Sérgio Moro. O magistrado paranaense é o responsável em primeira instância, pela condução da Operação Lava Jato, a partir da décima terceira Vara Criminal da justiça Federal de Curitiba, no estado do Paraná.

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Resposta de Dias Toffoli surpreende defesa lulista

Nesta quinta-feira (03), o ministro da Suprema Corte brasileira, Dias Toffoli, acabou rejeitando o pedido de liminar impetrado pela defesa do ex-presidente Lula que solicitava a retirada das mãos do juiz Sérgio Moro, a ação penal relativa ao caso do sítio de Atibaia. no respectivo despacho, o ministro Dias Toffoli afirmou que "não vislumbraria a apontada ofensa à autoridade do Supremo Tribunal Federal".

O ministro da mais alta instância do Poder Judiciário brasileiro foi ainda mais longe, ao considerar que "havia determinado o encaminhamento, de forma isolada, de termos do depoimento que envolviam o ex-presidente Lula e que isso não teria relação a ações penais que se encontram em curso no julgamento de primeiro grau, de modo que fossem, de modo oportuno, observadas as regras de fixação, de modificação e de concentração de competência".

Vale lembrar que o juiz Sérgio Moro negou primeiramente, a solicitação da defesa de Lula para a remessa do caso do sítio de Atibaia à Justiça Federal de São Paulo. Segundo o magistrado federal, haveriam "outras provas" relacionadas ao caso e as investigações devem permanecer em Curitiba, no Paraná.