O PSL (Partido Social Liberal) declarou que gostaria de colocar como vice de Jair Bolsonaro (PSL-RJ) Joice Hasselmann ou Janaína Pascheco. A intenção é que o pré-candidato à Presidência da República obtenha votos das eleitoras femininas, que estão se mostrando um pouco resistentes a Jair depois de algumas declarações polêmicas. Até o momento, nenhuma das duas confirmou se vai ou não aceitar o cargo, mas também não descartaram a hipótese.

Jair Bolsonaro já declarou que por ele o seu vice seria Magno Malta (PR-ES), mas ele impôs uma condição para isso.

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Malta disse que só aceita a oferta para ser vice de Bolsonaro se sua esposa, a cantora gospel Lauriete Rodrigues, disputar a vaga pelo Senado.

Até o momento, o PSL e o Bolsonaro não se manifestaram sobre a proposta de Magno Malto. Isso indica que o PR (Partido da República) ainda não aceitou a ideia de fazer aliança com PSL para que Malta seja o vice de Bolsonaro.

Dificuldades de Bolsonaro

Bolsonaro terá de enfrentar grandes dificuldades para a sua candidatura.

A primeira é que ele é réu em dois processos e o TSE ainda vai julgar se ele poderá se candidatar. Se ele puder e for eleito, o Tribunal Superior Eleitoral terá de decidir se ele poderá tomar posse do cargo presidencial.

O seu segundo maior problema envolve os processos que está sendo julgado, que se referem a declarações preconceituosas. Com isso, ele tem perdido grande parte do eleitorado, fazendo com que menos de 30% o apoie, dificultando a possível eleição para Presidência do País.

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Pensando nisso, o PSL juntamente com a equipe de campanha solicitou ao presidenciável que faça discursos de forma mais moderada, pelo menos para conquistar o eleitorado feminino, já que ele não pode contar com o eleitorado LGBT. Ele concordou em ser mais brando.

Porém, ao escolher Malta para vice, fica claro que ele acredita que o eleitorado religioso vai garantir que ele consiga ser eleito. Embora ele tenha se mostrado mais flexível em seus discursos, foi categórico em afirmar, durante a Marcha dos Prefeitos, que ocorreu na quarta-feira (23), que ele não vai se tornar o "Jairzinho paz e amor".

Ele continua fazendo declarações polêmicas, fazendo com que o eleitorado se divida entre os que concordam plenamente e os que discordam totalmente, sem meio termo. Bolsonaro acredita piamente que seus projetos não são mágicos para transformar o País, mas que ele conseguirá governar o Brasil de maneira melhor.

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