O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, voltou a protagonizar vários adjetivos repulsivos contra juízes, procuradores e delegados federais, nesta quinta-feira (10), no Plenário da Corte. Ele também acabou sendo alvo de uma reportagem bombástica da revista Crusoé, que afirma que seu Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP) teria recebido patrocinadores secretos que possuem algum interesse na Corte.

Para Mendes, está havendo um grande "festival de abusos" por parte dos investigadores e ele citou como exemplo um suicídio, que teria ocorrido diante de uma investigação mal conduzida.

O ministro falou que o suicídio do reitor da Universidade Federal de Santa Catarina, Luiz Carlos Cancellier e a condução da Operação Carne Fraca foi o ponto de destaque do despreparo desses juízes.

Se direcionando à presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, Mendes falou que Cancellier foi preso, humilhado e acabou se jogando de um shopping, em Santa Catarina.

"E quem deu a ordem presidente?", perguntou o ministro. Ele mesmo respondeu a pergunta e afirmou que foi um juiz e isso deveria ser assunto do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Para o ministro, prisões estão sendo decretadas de uma maneira irresponsável.

Depois Mendes se dirigiu à procuradora-geral da República, Raquel Dodge, e citou a Operação Carne Fraca, que segundo ele, apenas destruiu a imagem do Brasil pelo mundo e causou prejuízo de bilhões para a economia.

Para o ministro, tudo está sendo conduzido por investigadores "ignorantes", que confundem tudo.

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Governo

Denúncia

Segundo informações da PF, Cancellier foi o responsável em nomear e manter em posição de destaque grupo de professores que desviavam pagamentos das bolsas do ensino a distância. Porém, conforme informações da Folha de São Paulo, a PF não conseguiu apresentar provas satisfatórias e foi nisso, que Mendes acabou fortalecendo suas críticas.

Patrocínios ocultos

A revista Crusoé acaba de jogar uma manchete de alto teor de acusação e que pode "emparedar' o ministro Gilmar Mendes.

Segundo informações da revista, o IDP de propriedade do ministro, tem recebido R$ 7 milhões de patrocinadores, porém, R$ 3,46 milhões são patrocínios ocultos.

A revelação da revista coloca em "xeque" qual a intenção desses patrocínios secretos, onde empresas doam, mas não querem aparecer. Conforme a reportagem, invariavelmente, esses patrocínios tem algum certo interesse no Supremo Tribunal Federal.

Foram muitos eventos patrocinados e que sempre teve a presença de Gilmar Mendes como a "estrela" principal. A receita do Instituto subiu de uma forma grandiosa e acabou gerando desconfiança.

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