Nesta terça-feira (29/5), o juiz federal Sérgio Moro responsável pelas ações da Operação Lava Jato no Paraná, maior operação contra a corrupção no país, decidiu autorizar o ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva a substituir algumas testemunhas de defesa que prestarão depoimento pessoal junto ao magistrado. A alteração se refere às reformas milionárias ocorridas no Sítio em Atibaia, interior de São Paulo, que é atribuído a Lula como fruto e corrupção.

O líder petista, que foi condenado pelo caso tríplex em Guarujá (SP), se encontra preso em cumprimento de pena desde o dia 7 de abril, na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, no Paraná. Moro achou por bem conceder as substituições necessárias à defesa do petista.

Com a atitude, o magistrado suspenderá automaticamente possíveis questionamentos de advogados de Lula junto ao Judiciário. Desta feita, acolheu as alterações de Miriam Belchior, ex-ministra do Planejamento do governo Dilma, para a entrada de o cantor Gilberto Gil, que atuou como ex-ministro do petista na pasta da Cultura.

Neste caso, a juntada das substituições deverá ser imediata aos autos. O juiz autorizou ainda a recolocação de mais três testemunhas, caso houvesse interesse.

Entenda o que ocorreu

Na sexta-feira (25), o juiz Sérgio Moro desmarcou todos os depoimentos que seriam colhidos na manhã de segunda-feira (28) por causa da greve dos caminhoneiros e a falta de combustível que atingiu todo o país. Ao justificar a decisão, ele citou a greve dos caminhoneiros, informando que o momento requer prudência e tranquilidade, uma vez que as incertezas foram predominantes nos últimos dias.

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Lava Jato Sergio Moro

O juiz titular da 13ª Vara Criminal em Curitiba garantiu a ordem, aduzindo que o momento poderia favorecer episódios de violência. Dessa forma, os depoimentos foram reagendados para esta quarta-feira (30), pois o movimento dos caminhoneiros não oferece riscos o retorno às atividades acontecerá de forma gradativa, finalizou o despacho confirmando a audiência.

Sítio em Atibaia

O Sítio em Atibaia, em São Paulo, se tornou a terceira ação em que o ex-presidente Lula é réu pela Operação Lava Jato.

Conforme as alegações das construtoras OAS, Odebrecht e Schahin, foi gasto o equivalente a R$ 1,02 milhão em reformas na propriedade em troca de facilidades em contratos com a Petrobras, junto ao governo federal. Parte das despesas teria sido paga também pelo pecuarista José Carlos Bumlai, amigo particular de Lula.

O sítio foi adquirido no fim do ano de 2010 pelos amigos Jonas Suassuna e Fernando Bittar, mesma época em que Lula deixava o segundo mandato de presidente da República.

O petista nega participação no esquema de corrupção e afirma que nunca recebeu vantagens indevidas (propina) das empreiteiras.

Em outro processo em desdobramento da Lava Jato, Lula é réu em ação penal que apura a compra de um terreno em São Paulo. A área seria utilizada pelo petista para a construção da nova sede do Instituto Lula, com valor estimado de R$ 12 milhões.

Há ainda de um apartamento no mesmo condomínio de sua residência oficial, na cidade de São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo.

O valor para o imóvel foi estimado em R$ 504 mil, também a título de vantagens indevidas patrocinadas pela Odebrecht, segundo as investigações do Ministério Público Federal.

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