O juiz federal Sérgio Moro [VIDEO] determinou, nesta quarta-feira (23), a prisão do ex-tesoureiro do PT, Delúbio Soares. A decisão de Moro foi devido os recursos do petista serem negados pela 8° Turma do Tribunal Regional Federal da 4° Região (TRF-4).

Delúbio foi condenado a seis anos de prisão por lavagem de dinheiro. Em 2016, ele teve a sua pena perdoada pelos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) [VIDEO] referente ao seu envolvimento no esquema criminoso do Mensalão.

Os advogados de Delúbio ficaram revoltados com a decisão do juiz e disseram que vão recorrer aos tribunais superiores. Eles chegaram a atacar o magistrado dizendo que a decisão dele não é imparcial.

Junto com Delúbio, Moro ordenou que fossem presos também os empresários: Ronan Maria Pinto, Enivaldo Quadrado e Luiz Carlos Casante.

Prisão imediata

No despacho da ordem de prisão, Moro exigiu que tudo fosse feito rapidamente após a decisão da segunda instância. Segundo o juiz, há crimes de gravidade, como lavagem de dinheiro, que envolve quantias milionárias que foram destinadas, de uma forma obscura, ao Partido dos Trabalhadores.

Conforme despacho do juiz, existem transações fraudulentas e a prisão do ex-tesoureiro pode frear impunidade de condutas criminais.

Outro ponto destacado pelo juiz é que Delúbio e o empresário Quadrado já foram envolvidos no processo do Mensalão e ignoraram a Justiça seguindo com os crimes. Segundo o juiz, isso é considerado uma afronta contra o STF, que foi cordial e perdoou suas penas.

A defesa dos outros réus, que foram também presos por Moro, não se pronunciaram até o fechamento desta matéria.

Desembargadores negam embargos

Os desembargadores do TRF-4 negaram todos os recursos impetrados pela defesa dos réus. João Gebran Neto, relator do caso, ressaltou que estava claro a necessidade começar o cumprimento da pena.

Delúbio foi acusado de obter R$ 12 milhões junto ao Banco Schahin favorecendo o PT. Tudo foi esquematizado com a intermediação do pecuarista José Carlos Bumlai.

Toda a propina foi utilizada em interesses particulares do partido. A defesa nega o fato e diz que Delúbio nunca percebeu qualquer empréstimo do Banco Schahin ao PT.

Conforme a denúncia, metade dos recursos conseguidos com banco foram repassadas ao empresário Ronan Maria Pinto. Nesse meio todo, procuradores acreditam em um tipo de extorsão de Ronan com dirigentes do PT, porém, isso não consta na denúncia.