Um dos homens mais próximos do ex-presidente da República [VIDEO] Luiz Inácio Lula da Silva e fiel escudeiro do ex-mandatário petista, Paulo Okamotto, prestou depoimento, nesta segunda-feira (07), ao juiz federal Sérgio Moro. O teor da audiência se referiu principalmente às investigações relacionadas à compra de um sítio localizado na cidade de Atibaia, interior do estado de São Paulo.

A propriedade, segundo as investigações da força-tarefa da Operação Lava Jato [VIDEO], pertence ao ex-mandatário petista, que se encontra preso na Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba, capital do estado do Paraná e sede da maior operação anticorrupção em toda a história contemporânea brasileira, além de ser reconhecida como uma das maiores já desencadeadas em todo o planeta.

Lula cumpre uma pena estimada em mais de doze anos de prisão por práticas criminosas de "colarinho branco", em se tratando de lavagem de dinheiro e corrupção passiva, com base na aquisição ilegal de um apartamento de luxo Tríplex, na cidade paulista litorânea de Guarujá. Entretanto, vale ressaltar que a Lava Jato é conduzida em primeira instância pelo juiz Sérgio Moro, a partir da décima terceira Vara Criminal da Justiça Federal paranaense.

Novas complicações para o ex-presidente Lula

O depoimento prestado pelo presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, serviu para aprofundar ainda mais as investigações da força-tarefa da Operação Lava Jato, sobre o caso envolvendo a aquisição do sítio de Atibaia. Okamotto foi testemunha de defesa do ex-presidente Lula. Ao demonstrar nervosismo, durante os questionamentos feitos pelo juiz Sérgio Moro e pelo Ministério Público Federal, Okamotto chegou a revelar que o ex-presidente Lula já teria tido a intenção de comprar o sítio de Atibaia.

Vale lembrar que nesse processo respectivo, o ex-presidente Lula responde às acusações de crimes de lavagem de dinheiro e corrução passiva.

De acordo com o Ministério Público Federal, o ex-presidente Lula teria recebido ilicitamente, a quantia aproximada de R$ 870 mil, através de vantagens indevidas, como por exemplo, a implementação de reformas no próprio sítio em questão, além da construção de anexos e outras benfeitorias na propriedade investigada.

Durante sua argumentação, Paulo Okamotto afirmou que "recorda que houve um almoço em que o tema do sítio teria sido abordado e que o ex-presidente Lula achava que precisaria comprar o sítio, como presente para dona Marisa Letícia e que, embora com algumas dúvidas, demonstrava essa intenção". Vale lembrar que as audiências relacionadas ao sítio de Atibaia foram retomadas quatro dias após a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), José Antonio Dias Toffoli, em rejeitar liminar impetrada pela defesa de Lula, para que o caso respectivo fosse encaminhado para investigação na Justiça Federal do estado de São Paulo.