Nesta sexta-feira (25), o presidente Michel Temer fez um pronunciamento [VIDEO] e afirmou que usará as Forças Armadas [VIDEO] para que seja feito o desbloqueio das rodovias do país, em decorrência da paralisação dos caminhoneiros. O grande problema nisso tudo é que, segundo informações do conselho da defesa, corre nos bastidores das casernas uma preocupação em relação a isso. O motivo: eles temem não ter combustível para cumprir a ordem do presidente. Para que o caos provocado pelos caminhoneiros seja restabelecido, os militares precisarão de dias para contê-los e sem combustível a coisa fica complicada.

Temer havia consultado o general Sérgio Etchegoyen, do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência e o ministro Raul Jungmann para se decidir sobre o uso das Forças Armadas.

Porém, ele não ouviu o conselho da defesa.

A ordem de Temer acabou se virando contra ele próprio. As forças federais, que incluem Exército, Aeronáutica, Marinha e a Polícia Rodoviária Federal (PRF) ficaram descontentes com a atuação de Temer e começaram a surgir críticas diante de sua postura.

Planejamento das ações

Na tarde desta sexta (25), os três comandantes das Forças Armadas se reuniram com o ministro Jungmann para analisarem todos os aspectos da ação dos militares.

Segundo informações do site Globo, o Planalto foi procurado para comentar sobre a possível falta de combustível dos militares, o que pode prejudicar a operação.

Segundo o Governo, esses comentários vindos dos bastidores do Exército não têm procedência. O Planalto afirmou que os militares têm combustível o suficiente para cumprir a ordem dada por Temer.

Eles já estavam se preparando desde ontem.

Atuação enérgica

O ministro da Defesa, Joaquim Silva e Luna, afirmou que as Forças Armadas atuarão de forma enérgica e rápida. As rodovias serão desbloqueadas de qualquer jeito.

Segundo o ministro, basta o presidente assinar o decreto para que a operação comece.

Na reunião com os comandantes foram criadas algumas estratégias. Eles atuarão na distribuição de combustíveis em pontos críticos, escolta de comboios, proteção de infraestruturas críticas e desobstrução de vias em direção às refinarias.

Nessa reunião com o Governo participaram: o general Eduardo Villas Bôas, comandante do Exército, Eduardo Bacellar Leal Ferreira, da Marinha, Nivaldo Rossato, da Força Aérea, Paulo Humberto, comandante de Operações Terrestres do Exército e Ademir Sobrinho, chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas.