Alguns dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) [VIDEO]acabaram entrando em uma forte polêmica, principalmente em se tratando de uma grave crise no país, devido à paralisação de caminhoneiros. Vale ressaltar que os profissionais que rodam o país inteiro se mobilizaram em protesto contra a alta carga tributária dispensada pelo governo federal contra esse setor, que pode ser considerado uma verdadeira "locomotiva" do país, já que é responsável pelo transporte de praticamente toda a produção agrícola do Brasil.

Com a atual manifestação e consequente paralisação de caminhoneiros, já há mais de quatro dias seguidos, o Brasil literalmente fica de "mãos atadas".

Há risco iminente de que, além da falta de combustíveis em postos de gasolina, também possa ser acarretada uma grave crise de abastecimento, com a falta de produtos em supermercados e comércios em geral, ou mesmo a elevação de preços de produtos básicos da alimentação.

Ministros do STF se manifestam reservadamente sobre paralisação

Um dos principais motivos que levaram à paralisação nacional de caminhoneiros por todo o país, trata-se do elevado preço cobrado por um dos combustíveis considerados fundamentais para a locomoção de caminhões: o óleo diesel. Algumas das ações implementadas por caminhoneiros se referem a bloqueios de importantes rodovias que cortam o Brasil. Dentre as reivindicações da categoria, estão a redução de impostos que se inserem sobre o preço do óleo diesel, como, por exemplo, o PIS/Cofins, ICMS, além do fim da cobrança de pedágios de caminhões que trafegam desabastecidos em rodovias que são pertencentes à iniciativa privada.

Diante de todo o "caos" gerado pelas manifestações, nesta quinta-feira (24), os ministros [VIDEO]do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes e Celso de Mello se manifestaram, de modo reservado, durante sessão desta tarde de quinta-feira (24), durante votação em Plenário da Suprema Corte brasileira. A votação se referia à recondução da ministra Rosa Weber para que se tornasse magistrada efetiva do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Durante a sessão, sem perceber que os microfones estavam ligados, o ministro Gilmar Mendes se dirigiu ao ministro Celso de Mello e criticou a greve dos caminhoneiros. O vazamento do áudio acabou captando um diálogo dos dois a respeito da paralisação da categoria. Mendes iniciou a conversar ao comentar que sua esposa Guiomar, estaria tendo dificuldades com a greve, já que, segundo ele, "Guiomar estaria na rua naquele momento, enfrentando algo impossível". Celso de Mello respondeu ao comentário de Mendes, ao afirmar que essa situação seria um "absurdo, já que faria a todos reféns, mesmo que eles (caminhoneiros) possam ter razão, seria um absurdo". Entretanto, Celso de Mello prosseguiu ao relatar que sua filha estaria vindo de São Paulo, quando o áudio foi cortado no Tribunal, embora a conversa entre os dois ministros tivesse continuado sem interrupção.