A presidente da mais alta instância do Poder Judiciário nacional, ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), palestrou em um evento em que pôde discernir sobre temas "espinhosos" relacionados ao papel da Justiça no país, especialmente em tempos de Operação Lava Jato, da Polícia Federal. Vale lembrar que a Lava Jato é considerada um verdadeiro "divisor de águas" e grande símbolo no combate à corrupção que permeia a realidade brasileira.

A força-tarefa de apurações da Operação Lava Jato [VIDEO] é conduzida em primeira instância pelo juiz federal Sérgio Moro, a partir da décima terceira Vara Criminal da Justiça Federal paranaense, em Curitiba, capital do estado.

Um dos presos mais "famosos" da Lava Jato é o ex-presidente [VIDEO]Luiz Inácio Lula da Silva, detido há pouco mais de um mês ao ser condenado por crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, em processo que apurou a compra ilegal de um apartamento de luxo Tríplex, na cidade de Guarujá, litoral sul do estado de São Paulo.

Palavras da presidente da Suprema Corte

A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), magistrada mineira Cármen Lúcia, participou como palestrante de um evento realizado na última quinta-feira (10). O evento denominado de "Womenwill" , da gigantesca mundial "Google", ocorreu no Centro Internacional de Convenções de Brasília, no Distrito Federal. De acordo com a magistrada, "as leis são feitas, de modo majoritário, por homens sem que se leve em conta a realidade das mulheres".

A presidente da Suprema Corte brasileira foi ainda mais longe, ao afirmar que "todos somos parte de uma sociedade em que está predominado ainda o olhar do homem pelo homem".

Vale lembrar que ao se dirigir ao palco da cerimônia, Cármen Lúcia foi ovacionada por toda a plateia presente, formada em sua grande maioria por mulheres. A magistrada arrancou aplausos ao afirmar que "todos não queremos um mundo de mulheres por mulheres ou para mulheres, mas sim um mundo de homens e mulheres que sejam felizes", argumentou a mineira.

Porém, a ministra não deixou de mencionar sobre um tema muito complexo e que ainda leva, segundo ela, á situação de grande preconceito no Brasil, que e o mercado de trabalho, ao se comparar a relação entre homens e mulheres em todas as áreas profissionais. A ministra do STF acredita que as mulheres sejam maioria no país, em se tratando da formação intelectual, embora isso não se reflita na realidade brasileira, principalmente, em comparação aos homens no mercado de trabalho. Ao final de seu pronunciamento de pouco mais de ste minutos, a magistrada deixou uma mensagem de otimismo a todos os presentes e disse que as mulheres tem o potencial de se "reinventar" com todo o conhecimento que é disponibilizado e que possuem a total capacidade de mudar e transformar essa realidade.