Todos os presidentes eleitos pós-Ditadura Militar já tinham pelo menos 17% das intenções de voto nas pesquisas Datafolha em abril do ano eleitoral, segundo levantamento feito pelo UOL. Pela última pesquisa Datafolha apresentada no mês passado, apenas o ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e o deputado extremista, Jair Bolsonaro, se enquadram nesse quesito. O petista foi testado em três cenários, e em todos aparece entre 30% e 31% das intenções de voto.

Bolsonato foi testado em nove cenários. Nos três em que o ex-presidente Lula também estava, Bolsonaro atingiu no máximo 16%. Nos seis em que não rivalizava com Lula, o parlamentar alcançou os 17%.

História

A primeira eleição presidencial pós-Ditadura Militar, em 1989, foi a mais fragmentada da história do Brasil, com 22 candidatos. Nesse cenário, Fernando Collor de Mello, que acabou vencendo a disputa, tinha 17% das intenções de voto em abril daquele ano.

O atual senador da República foi o presidente eleito pós-Ditadura com o menor índice de intenção de voto nesse momento do ano.

Já o ex-presidente tucano, Fernando Henrique Cardoso, foi o que teve o cenário mais tranquilo em uma eleição em abril do ano eleitoral. Em 1998, quando disputava a reeleição, FHC já tinha 41% das intenções de voto no mês de abril, segundo pesquisa do Datafolha da época.

Em dois momentos, presidentes que se elegeram estavam atrás nas pesquisas de intenção de voto em abril do ano eleitoral, mas conseguiram virar o jogo e acabaram eleitos.

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Eleições

Porém, em ambos os casos, tinham mais de 17% dos votos nas pesquisas Datafolha.

O primeiro cenário ocorreu em 1994, quando Fernando Henrique Cardoso venceu sua primeira eleição. Em abril daquele ano, o tucano estava 16 pontos percentuais atrás justamente de Luiz Inácio Lula da Silva. O tucano tinha 21% das intenções de voto, contra 37% do petista. No fim, FHC venceu a eleição ainda no primeiro turno.

O segundo caso aconteceu na primeira eleição da presidente Dilma Rousseff, em 2010. A petista marcava entre 28 e 30 pontos percentuais, segundo o Datafolha. Já o tucano José Serra liderava com 37% a 42% das intenções de voto. No fim da eleição, Dilma acabou batendo o candidato do PSDB no segundo turno.

O cenário pulverizado com muitos nomes no momento é propício para que as intenções de voto se diluam entre os candidatos.

Porém, é preciso primeiro aguardar as convenções partidárias e algumas desistências, como ocorreu com Joaquim Barbosa, para poder traçar um cenário mais realista.

Eleições de Lula

A primeira eleição vencida pelo ex-presidente Lula, em 2002, em cima de José Serra, foi bem tranquila para o petista. Em abril de 2002, segundo o Datafolha, Lula liderava todos os quatro cenários testados, entre 31% a 37% das intenções de voto.

O ex-presidente quase conseguiu levar já no primeiro turno, quando marcou 46,44%. José Serra registrou 23,20% dos votos válidos. O segundo turno foi bem tranquilo para Lula. O petista venceu com 61,27%, enquanto Serra marcou 38,73%.

A reeleição de Lula, em 2006, também não foi das mais disputadas. Em abril daquele ano, o petista já registrava 40% das intenções de voto no pior cenário. No melhor, Lula já estava com 44% dos votos, segundo o Datafolha. O tucano opositor na época era Geraldo Alckmin, que ficou entre 20% e 25% das intenções de voto.

Na eleição para valer, no primeiro turno, o cenário foi mais apertado, mas por muito pouco Lula não consegue vencer já de cara, sem precisar de uma segunda votação. O ex-presidente marcou 48,61% dos votos válidos, contra 41,64% de Alckmin. No segundo turno, a distância foi bem maior. O petista venceu com 60,83% dos votos válidos, contra 39,17% do tucano.

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