A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, concedeu uma entrevista à TV Bandeirantes, que foi passada nesta madrugada de segunda-feira (21). A ministra se mostrou forte em seus conceitos e falou sobre um ponto em que ela foi muito criticada por defensores do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Para os petistas, a ministra teria traído Lula. Diante disso, a presidente da Corte resolveu se pronunciar.

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De acordo com a ministra, é lamentável ouvir de jornalistas que ela teria sido desleal com o ex-presidente Lula. O líder do PT foi quem a nomeou para o STF e muitos acreditavam que ela devia essa gratidão a Lula.

Porém, de uma forma surpreendente, Cármen Lúcia se tornou a pedra no sapato do ex-presidente e acabou sendo uma das responsáveis em levá-lo para a cadeia. Foi Cármen que enfrentou vários outros ministros e, com sua postura e resistência, conseguiu evitar que o Supremo se ‘’apequenasse’’ diante de um caso específico, como ela mesmo declarou em outras entrevistas.

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Com grande contundência, a ministra disse que muitos jornalistas falaram que "o preço foi pequeno diante da deslealdade de ter sido nomeada pelo ex-presidente e de não ter garantido que ele não fosse para a cadeia". Retrucando esse pensamento da esquerda, Cármen disse que esta frase dita é muito dura e ressaltou com veemência: "A toga não é minha, a toga é do Brasil, ela tem que se submeter a Constituição."

Preocupação

A ministra também comentou que vê com muita preocupação os grande níveis de intolerância política.

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Lula Governo

Ela afirmou que a violência só traz maneiras erradas de se resolver as coisas: "Quem tem razão, não grita."

A presidente do mais alto tribunal do Brasil lembrou do fato acontecido em seu prédio, onde pessoas teriam jogado tinta vermelha como uma forma de se posicionaram contra a prisão de Lula.

Reflexo do Brasil

Ela relatou uma grande tristeza diante disso, já que, no prédio, moram muitos idosos. Ela ressaltou que vai pagar pela limpeza da fachada e declarou que muitos acham que atos como esse resultam em algo dos interesses dos agressores.

Isso jamais vai acontecer, disse.

Questionada sobre a grande divisão que existe na Corte sobre vários processos recentes, a ministra disse que isso reflete o que acontece hoje na sociedade. Segundo ela, as pessoas estão muito divididas sobre a compreensão do mundo, até mesmo dentro das próprias famílias. O importante, conforme seus dizeres, é que o Supremo está presente em todas as discussões.

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