"O maranhense hoje está um pouco envergonhado, então [precisa] voltar a ter orgulho." “Estou entrando para ganhar.” “Eu vou encarar.” “Eu assumo mais uma vez o posto de guerreira do estado.” É o que disse Roseana Sarney (MDB), no último dia 20, ao reunir aliados políticos e se colocar como solução para o resgate desse suposto orgulho perdido por seus conterrâneos, concorrendo o pleito de 2018 para o Governo do Maranhão. Segundo ela, que há quatro anos anunciou que não disputaria mais cargos eletivos, a volta é para atender o povo maranhense.

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“Vou novamente mostrar quem é Roseana trabalhadora, guerreira, que gosta do povo, que ama sua terra”, afirmou em discurso, para em seguida completar: “Não que fosse uma imposição minha ser candidata a governadora. Pelo contrário. Eu até gostaria de estar na minha casa, mas como fui chamada pelo meu povo para comandar novamente o estado, que é a minha casa, e o povo, que é a minha família, eu aceitei e vou para frente”.

Campanha da comparação

O mote da campanha da filha do ex-presidente José Sarney, que, nada mais, nada menos, visa o 5º mandato, provavelmente, vai ser “comparar” as obras da gestão dela, de 1995 a 1998; de 1999 a 2002; de 2009 a 2010; e de 2011 a 2014, além de tentar usar ao seu favor, mencionando demais períodos, a partir de 1965, quando iniciou a hegemonia do grupo do qual ela faz parte, com a eleição de seu pai para governador.

Obviamente, se colocar na ponta do lápis 14 anos dela (ou algo próximo de 50 de todo o clã), serão, sim, contabilizadas várias obras.

Mas a pergunta é simples: durante todo esse tempo de mandatos as realizações foram o suficiente para o Maranhão ser desenvolvido seguindo o patamar das demais federações? Quantitativamente, não seria prudente comparar essas gestões com uma ainda incompleta do atual governador Flávio Dino (PCdoB).

Para a pré-candidata, a resposta também é simples.

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“Eu deixei um estado organizado, um estado sem ódio, um estado sem perseguição, um estado em que todos tiveram oportunidade de trabalho.”

Sarney x desenvolvimento

De qualquer forma, qual realmente seria o legado de Roseana Sarney e seu grupo? Rodovias federais, ferrovias, complexo portuário, viadutos? Paradoxalmente, quase sempre com os piores indicadores sociais do país, o estado, mesmo com sensíveis avanços com a atual gestão, ostenta ainda hoje o menor índice de policiais por habitante, estruturas precárias em hospitais e na educação.

Aliás, 72 novos hospitais foram anunciados por Roseana. E onde estão?

Contra Roseana, é bom lembrar, pesam denúncias pelo Ministério Público, com caráter de ter causado, por meio da Sefaz, prejuízo ao Estado de aproximadamente R$ 410 milhões em concessões fiscais a empresas. Entre tantas outras denúncias que, certamente, virão à tona no período eleitoral, para os mais esquecidos tomarem ciência. O caso Murad, no mesmo governo, que teve bens bloqueados pela Justiça Federal, após acusação de beneficiar empresa com contratos irregulares e outras mazelas, também deve ser relembrado.

E Flávio Dino? Muito pior? Mais do mesmo? "Ditador"?

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Governo Dino: várias ações em todas as áreas

O efetivo de policiamento, entre convocação de excedentes e concursos, aumentou em quase 30%, com mais 12 mil profissionais, entre civis e militares, além de promoções, aquisição de viaturas, motos, e, consequentemente, diminuiu o número de homicídios. O sistema penitenciário, hoje, dispõe de mais de 100 oficinas que contemplam em torno de 2 mil apenados (a fim de promover ressocialização), monitoramento com bodyscan (para entrada e saída de pessoas), além do fim de inúmeras rebeliões e decapitações de detentos, que colocou o estado em noticiários internacionais.

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Em todas as áreas, há o que se contabilizar. Na educação, IEMAs, Uema Sul, Bolsa Escola, fardamento escolar, Escola Digna (com aproximadamente 700 escolas, entre reformas e construções), intercâmbio internacional para jovens do ensino médio. Inclusive, o maior salário de todo o país para professor é o da rede estadual de ensino maranhense, com piso de R$ 5.750,00, para os que possuem carga horária de 40 horas semanais.

Na saúde, seis hospitais macrorregionais (Bacabal, Balsas, Caxias, Imperatriz, Pinheiro e Santa Inês) foram entregues ao maranhenses, mais de 140 ambulâncias, assim como a atuação da Fesma em 30 cidades menos desenvolvidas, realizando consultas em povoados.

A Casa de Veraneio, conhecida por sediar festas pomposas promovidas pela família Sarney, agora é a Casa de Apoio Ninar, um centro voltado para tratamento de bebês com limitações que afetam o neurodesenvolvimento.

São várias as ações. De 5 Vivas para 50, de 6 restaurantes populares para 22, Projeto Travessia, Mais Asfalto, Agricultura Familiar, reforma e construção de espaços públicos e de lazer (Lagoa da Jansen, Praia do Araçagi, Espigão de Ribamar, construção do Museu do Reggae, Ginásio Rubem Goulart, Costa Rodrigues), Parque Eólico de Paulino Neves. Só para lembrar algumas.

Governo mais eficiente do Brasil

Os resultados são claros. Por tudo que vem fazendo, Dino foi avaliado pela imprensa nacional (e não por uma emissora local pertencente a um grupo político) como aquele que tem o governo mais eficiente do Brasil.

Predominantemente, o povo cansou, e isso foi mostrado nas urnas, quando Dino obteve vitória no 1º turno, com mais de 60% dos votos. Claro que dentro de um escopo vasto, sempre restarão descontentes que vão tentar fazer prevalecer interesses próprios ou que irão seguir o que lhe fizeram parecer, quando, nesse caso, não se tem uma noção exata do que é, de fato.

Todos os problemas foram findados no Governo Flávio Dino? É lógico que não. Não existe salvador da pátria. Existem trabalhos e resultados, que, gradativamente, mesmo em uma conjuntura política e econômica totalmente desfavorável, vão reconstruindo o Maranhão, outrora estagnado por décadas e que se encontrava cada vez mais distante do desenvolvimento.

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