Enquanto tenta celebrar seus dois anos de governo e defender seu legado nos meses que lhe restam no cargo, o presidente Michel Temer (MDB) começa a vislumbrar o futuro nada animador que lhe espera no ano que vem. Sem foro privilegiado [VIDEO] - que irá acabar assim que deixar o cargo, em 1º de janeiro de 2019 - Temer poderá encarar pelo menos quatro processos em diferentes tribunais do país. As informações são do jornal Folha de S. Paulo

Atualmente, Temer é réu em dois inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF), além de duas denúncias que podem ser reabertas a pedidos do Ministério Público Federal (MPF). Na ocasião das denúncias, Temer conseguiu barrar as acusações através de votação no Congresso, mas, quando não estiver mais no cargo de presidente, o emedebista poderá responder aos processos novamente.

Temer também é alvo de dois inquéritos que estão em fase de coleta de provas e que irão tramitar no STF. O presidente e outros membros do MDB são acusados de formação de quadrilha em um dos processos. Em outro, Temer e seu ex-assessor, o ex-deputado Rodrigo Rocha Loures, são acusados de terem recebido propina através de acordo com a JBS, em escândalo que abalou o governo e intensificou o declínio da popularidade de Temer.

Além dos dois casos, Temer e seus aliados de MDB são investigados por terem supostamente recebido R$ 10 milhões em doações para campanha da empreteira Odebrecht, responsável pelos escândalos de propina que originaram a Operação Lava Jato. Além disso, Temer também é alvo de investigação que avalia se ele beneficiou empresas portuárias em troca de propina para si e para seus aliados através de decreto dos portos, assinado em maio do ano passado.

O presidente nega as acusações, mas mostra cautela sobre as investigações, que podem ser encaminhadas para a Justiça Federal do Distrito Federal e de São Paulo.