O juiz federal Sergio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, responsável pelas ações da Lava Jato no Paraná, concedeu uma entrevista para a revista digital Crusoé e comentou sobre pontos relevantes das operações, desabafando sobre acontecimentos envolvendo as investigações.

Na reportagem, o juiz declarou que pretende abandonar a Lava Jato devido ao desgastante trabalho neste últimos anos. Moro deseja ficar fora do Brasil por um tempo para aprimorar os estudos e retomar sendo um juiz ainda melhor.

No entanto, as investigações de 2018 seguirão firmes e ainda não será o momento do juiz abandonar a Lava Jato.

Dentre diversas declarações, Sergio Moro mencionou um momento de arrependimento. Uma foto ao lado de Aécio Neves não caiu bem ao juiz e ele lamentou o fato. A fotografia foi tirada em um evento público de uma revista.

Moro conta que ''aquilo foi utilizado para ilustrar algo que não é real, para mostrar alguma influência do senador, alguma seletividade''.

Com isso, a imagem do juiz ficou prejudicada e o momento transformou-se em um arrependimento.

Sergio Moro disse que Aécio Neves tem problemas na Justiça e deverá responder as acusações que lhe são apontadas em inquérito. A foto não exibe nenhum tipo de amizade ou comprometimento entre ele e o senador, justificou o juiz.

Moro disse que em nenhum momento teve o desejo de entrar para a política, mas isso é algo pessoal.

Não perca as últimas notícias!
Clique no tema que mais te interessa. Vamos te manter atualizado com todas as últimas novidades que você não deve perder.
Sergio Moro

Segundo o magistrado, não há nenhum tipo de inconveniência se um procurador da República, juiz ou promotor almejar um cargo político, mas esse não é seu objetivo de vida.

Caso Aécio Neves

O senador tucano se tornou réu na Justiça. Segundo decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Morais, o caso de Aécio vai para a primeira instância logo após a mudança no entendimento do foro privilegiado.

O inquérito envolvendo o tucano foi para a Justiça Criminal Estadual de 1º Grau da Comarca de Belo Horizonte. A ação penal investiga irregularidades na construção da Cidade Administrativa na capital mineira, que ocorreu no segundo mandato dele como governador de Minas Gerais.

Outro inquéritos envolvendo Cesar Hanna Halum (PRB-TO) e Carlos Henrique Amorim (DEM-TO) também foram enviados para primeira instância logo após mudança no foro privilegiado.

Com o novo entendimento do Supremo, senadores e deputados federais que cometeram crimes durante o mandato não serão submetidos ao julgamento no STF e poderão ser encaminhados para a instância inferior.

Não perca a nossa página no Facebook!
Leia tudo