O juiz federal Sérgio Moro [VIDEO] acabou dando a sua opinião sobre a paralisação dos caminhoneiros, ao suspender uma audiência marcada para a próxima segunda-feira (28). Em seu despacho, o juiz que ouviria o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, na qual é testemunha do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a ação penal do sítio de Atibaia, afirmou que a audiência está suspensa em decorrência da greve dos caminhoneiros.

Para Moro, a paralisação é legítima, porém, um pouco excessiva. Ele chegou a dizer que as pessoas precisam de um pouco de bom senso em tudo isso.

Segundo o juiz, esse movimento de paralisação nas estradas é a busca por reivindicações legítimas da respeitável categoria e deve ser ouvida e analisada pelas autoridades responsáveis e competentes.

Mas, tem que se ter cuidado com alguns detalhes.

De acordo com o magistrado, o prolongamento excessivo da greve e os constantes bloqueios das rodovias tem acabado se tornando um problema para toda a população. Moro citou a falta de alimentos e de combustível nas cidades.

O deslocamento das pessoas acabou sendo prejudicado com afetação até mesmo nos serviços públicos, inclusive de prestação de Justiça. O juiz também cancelou o expediente da Justiça Federal de Curitiba, mas afirmou que internamente os trabalhos continuarão intensamente.

Moro espera que haja um bom senso da parte dos envolvidos na paralisação para que se evite episódios de violência. Pela incerteza dos próximos dias, o juiz determinou a suspensão da audiência de FHC como testemunha de Lula.

Temer se reúne com ministros

O presidente Michel Temer se reuniu, na manhã deste sábado (26), com vários ministros para monitorar a greve dos caminhoneiros.

Vale ressaltar que, nesta sexta (25), o presidente acionou as Forças Armadas [VIDEO] para que hajam no desbloqueio das rodovias e que ajude na escolta dos comboios para as refinarias.

O Governo quer que seja garantido à população produtos de primeira necessidade como os alimentos e o combustível.

Ainda neste sábado, o grupo comandado pelo general Sérgio Etchegoyen terá uma outra reunião para analisar outros aspectos da atuação dos militares.

Dados do Ministério da Segurança Pública

De acordo com alguns dados divulgados pelo Ministério da Segurança Pública, das 519 interdições dos caminhoneiros, 132 já foram liberadas. Uma das revoltas do Governo é que os caminhoneiros não cumpriram o acordo feito na quinta-feira (24).