Nessa segunda-feira (14), o juiz federal Sérgio Moro, que conduz as ações da Lava Jato no Paraná, operação está que investiga os maiores crimes de corrupção ocorridos no país e com visibilidade internacional, decidiu despachar para o presidio federal 13 réus que estavam sob sua competência. Muitos deles já haviam sido julgados por outros crimes com tipificação semelhante e aguardavam a sentença definitiva para a cumulação de pena.

Destaca-se ainda que os crimes de colarinho branco foram cometidos por pessoas de confiança vinculadas principalmente aos governos dos ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, ambos do PT. Condenados e ex-aliados foram apanhados de surpresa pelo juiz Sérgio Moro, titular da 13ª Vara Criminal de Curitiba, no Paraná.

Entre os apenados está o ex-tesoureiro do Partido dos Trabalhadores (PT) Paulo Ferreira, sentenciado a nove anos e dez meses de reclusão em regime fechado pelos crimes de lavagem de dinheiro ao ter recebido o valor estimado de R$ 2,1 milhões.

Além disso, ele responderá ainda pelo crime de associação criminosa já adicionado a sua pena.

A denúncia contra Ferreira envolveu pelo menos R$ 20 milhões em vantagens indevidas (propinas), o que foi distribuído a vários membros integrantes do PT em troca de benefícios que facilitavam a participação de construtoras em processos licitatórios vinculados ao governo federal, a exemplo dos contratos assinados com a Petrobras.

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Lava Jato Sergio Moro

No entanto, outro fiel amigo do então ex-presidente Lula que teve a prisão decretada no início das investigações, quando foram deflagradas outras operações como desdobramento da Lava Jato, foi João Vaccari Neto, encarcerado em abril de 2015. Na sequência, mas que também passou pela tesouraria do Partido dos Trabalhadores foi o sindicalista Delúbio Soares, que na ocasião já havia sido julgado por supostos desvios de recursos da estatal.

O magistrado fundamentou as sentenças após a apreciação de depoimentos pessoais e colaborações premiadas de vários pessoas, inclusive diretores da Petrobras, entre eles o de Paulo Roberto Costa, Pedro José Barusco Filho, Ricardo Ribeiro Pessoa e Renato de Souza Duque.

Eles alegaram em diversos depoimentos em ações prolatadas e anexas aos autos da Lava Jato que o ex-bancário João Vaccari Neto era o principal agente representativo do Partido dos Trabalhadores, ou seja, aquele que respondia na íntegra pelo esquema ilícito e criminoso ocorrido nas dependências da Petrobras.

Na verdade, segundo os delatores, Vaccari, portanto, era o principal elo entre as empreiteiras e o PT, cabendo-lhe as arrecadações de vantagens indevidas em forma de parcelas acertada entre os agentes financeiros da estatal e as construtoras. As tramoias eram realizadas antes mesmo de o ex-tesoureiro assumir a Secretaria de Finança do PT.

Também entraram para o rol de condenados pelo juiz Moro os agentes que participaram diretamente ou indiretamente da intermediação de propinas, como, por exemplo, o delito de lavagem de dinheiro cometido pelo advogado Alexandre Correa de Oliveira Romano ao favorecer Ferreira, uma vez que foi apontado como arrecadador do PT.

Ademais, em complemento da sentença condenatória estão: Adir Assad, Agenor Medeiros, Edison Freire Coutinho, Alexandre Romano, Roberto Trombeta, Genésio Schiavinato Júnior, Léo Pinheiro, Rodrigo Morales, José Antônio Marsílio Schwartz, Renato de Souza Duque, Ricardo Pernambuco, e Roberto Capobianco.

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