Nelson Meurer do Partido Progressista do Paraná (PP/PR) foi condenado nesta terça (29) pela segunda turma do Supremo Tribunal Federal (STF).

Cinco ministros formaram o colegiado, e segundo os ministros Nelson cometeu crimes regularmente com a ajuda dos filhos, algumas vantagens indevidas recebidas do ex diretor de abastecimento da Petrobrás Paulo Roberto Costa e cujos valores foram transacionados em operação, também ilegal, pelo doleiro Alberto Youssef.

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O colegiado também alegou que os filhos do deputado cometeram atos de Corrupção passiva, porém, o colegiado absolveu o caso de lavagem de dinheiro. O colegiado da 2ª turma do Supremo Tribunal Federal determinou que o deputado e seus filhos paguem uma indenização à estatal brasileira um valor de R$ 5 milhões.

Penas

Cristiano Meurer filho do deputado foi condenado pela 2ª turma a 3 anos e 4 meses de prisão, Cristiano não cumprirá pena porque o colegiado declarou que os crimes prescreveram.

Já o deputado foi condenado a 4 anos, 9 meses e 18 dias de prisão em regime semiaberto mais multa de R$ 56.000,00 corrigidos pela inflação.

O 1º com foro privilegiado condenado

É um caso histórico essa condenação de um político com foro privilegiado no STF. Há pouco mais de 3 anos chegava o primeiro caso da Lava Jato ao Supremo, foram 3 anos, de absolvições e ações protelatórios dos ministros colegiados do STF.

Segundo a denúncia que chegou ao Supremo juntamente com os primeiros inquéritos da Lava Jato, o deputado teria recebido cerca de R$ 29 milhões em mais de 90 repasses de R$ 300.000,00 operados pelo doleiro Alberto Youssef.

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Edson Fachin, relator dos processos da Lava Jato, informou que os autos mostram que o Sr. Nelson Meurer recebeu pagamentos regulares, com ajuda dos familiares. A denúncia dizia também que Meurer recebia propina no valor de R$ 500.000,00 de "doação" eleitoral.

Porém, a maioria dos ministros não conseguiram provas suficientes para comprovação, votaram nesse sentido os ministros Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski e Gilmar Mendes, Edson Fachin e Celso de Melo esses, respectivamente, votaram contra a decisão da anulação da denúncia.

"Uma transação às claras tem verniz de legalidade" disse o ministro Gilmar Mendes. Foi ele que desempatou a votação a favor da revogação da denúncia.

O deputado Nelson Meurer também segundo a denúncia, supostamente recebeu R$ 4 milhões em dinheiro físico para campanha eleitoral, o deputado foi absolvido dessa acusação pelos 5 ministros do colegiado no Supremo.

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