Foi na noite deste domingo (27), ao vivo na TV, que o presidente da República, Michel Temer, se pronunciou em relação à greve dos caminhoneiros. Com o objetivo de dar um fim nas manifestações, ele anunciou a redução do preço do diesel em R$ 0,46, valor esse que não deve sofrer reajuste pelos próximos 60 dias.

Segundo Temer, depois desses 60 dias, o diesel deverá sofrer reajustes mensais, decisão essa que, segundo ele, tem como prioridade dar maior previsibilidade para os caminhoneiros, que terão tempo para se organizarem com base nos novos valores.

A greve dos caminhoneiros irá acabar?

Além da baixa no preço do diesel, Temer afirmou que outras reivindicações dos motoristas também serão atendidas.

Entre elas, a isenção do pagamento de pedágio para os eixos suspensos de caminhões vazios, será uma das medidas que deverá valer tanto para rodovias federais, como também para estaduais.

O pronunciamento do presidente é mais uma tentativa de dar um fim na Greve dos Caminhoneiros que completou sete dias de duração neste domingo (27). As manifestações causaram a paralização dos trabalhadores e como resultado, praticamente pararam o país, que passou a sofrer com a crise de desabastecimento de combustíveis, de alimentos e até mesmo de insumos e medicamentos.

Além da escassez de medicamentos, combustíveis e produtos nas prateleiras dos supermercados, muitos alimentos de animais em criadouros também não chegaram.

Por isso, segundo o que foi constatado, muitas galinhas, porcos e outros tipos de animais deverão perecer caso a greve não termine nos próximos dias.

Preocupado com essa falta de medicamentos em hospitais e com os animais que deverão perecer por falta de alimentos caso a greve não acabe nos próximos dias, Temer apelou para que os motoristas suspendam as manifestações perante o novo acordo.

Tentativas frustradas de acordo

Toda a confusão piorou depois que um grupo de caminhoneiros autônomos não aceitaram um acordo que foi divulgado nesta quinta (24). Por conta disso, os trabalhadores foram chamados no Planalto neste domingo (27) para uma nova reunião, que tinha como objetivo, dar uma trégua na crise.

Foi aí então que as reivindicações foram melhores analisadas e o presidente resolveu anunciar o resultado na TV.

No dia em que a primeira tentativa de suspender a greve ocorreu, o acordo em questão apresentava uma proposta para que os caminhoneiros suspendessem as manifestações por pelo menos 15 dias. Entretanto, o que aconteceu foi o contrário, pois a maioria dos motoristas não aceitou o que foi proposto e não deixaram as rodovias.

Diante de todo ocorrido, o presidente chegou a acionar as forças armadas para desbloquear as estradas e ainda editou um decreto que permitia que o Governo assumisse o controle de caminhões se fosse preciso. Após tal decisão, muitos caminhões começaram a circular acompanhados de escoltas para reabastecerem alguns postos e aeroportos do país.

Agora, depois do suposto acordo emitido por Temer, basta aguardar para saber se a greve realmente terá um fim e se os caminhoneiros se darão por satisfeitos, normalizando assim a situação do país.

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