O presidente Michel Temer acabou de anunciar que as Forças Armadas [VIDEO] serão acionadas contra a paralisação dos caminhoneiros. Temer se mostrou irritado e disse que essa greve de caminhoneiros é formado por uma "minoria radical". Os governadores foram orientados a agirem com a mesma medida do Governo federal, porém, não foi confirmado mais detalhes.

A paralisação dos caminhoneiros começou a causar um grande caos pelo País. Supermercados estão sentindo a falta de produtos e as gôndolas estão começando a ficar vazias. Os aeroportos também tiveram que cancelar vários voos por falta de combustível.

Numa reunião entre representantes dos caminhoneiros e o Governo, chegou-se a ser combinado a suspensão por 15 dias da greve.

Foram seis horas de conversa e a entidade falou que iria levar aos caminhoneiros a proposta do Governo. Porém, o que se viu foi um grande fracasso nesse encontro. Vários defensores da paralisação não concordaram com os termos propostos pelo Governo.

Os pontos que foram garantidos pelo Governo incluem: redução da alíquota sobre o óleo diesel, redução de 10% do preço do diesel, assegurar a periodicidade de 30 dias diante de eventuais reajustes, buscar junto à Petrobras oferecer aos transportadores autônomos livre participação nas operações de trasportes de cargas e outras medidas.

STF é acionado

Como muitos caminhoneiros não concordaram com os termos entre as entidades que os representam e o Governo, a paralisação teve continuidade. Alguns motoristas chegaram a comunicar que algumas entidades apareceram de última hora e nem conversaram com eles sobre o que deveria ter sido proposto na reunião.

A Advocacia-Geral da União (AGU) decidiu acionar o Supremo Tribunal Federal (STF) [VIDEO]para que a greve dos caminhoneiros seja considerada ilegal.

Mediante decisão de Temer, o general Eduardo Villas Bôas já está mobilizando o Exército para o desbloqueio das rodovias.

Caminhoneiros respondem

Entrevistados pelo G1, caminhoneiros falaram que seus patrões apoiam a greve e que a ordem é que eles continuem parados para que sua solicitações sejam aceitas. Um dos 100 caminhoneiros comentou que seu chefe chegou a dizer que ele pode ficar morando ali no caminhão até que alguém ouça as suas reivindicações.

Segundo um dos motoristas, esse acordo do Governo é "furado". Não é congelando o preço do diesel que tudo vai melhorar. As entidades que foram falar com o Governo foram criticadas pelos caminhoneiros e eles afirmaram que elas não os representam.