Na última segunda-feira (07), o juiz federal Sérgio Moro recebeu várias testemunhas sobre o processo do sítio de Atibaia, que segundo o Ministério Público Federal (MPF), teria sido reformado com dinheiro de propina, beneficiando o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O ex-diretor-geral da Itaipu, Jorge Miguel Samek, foi arrolado como testemunha de Fernando Bittar, que admite ser o dono da propriedade e ressalta que seus amigos Lula e dona Marisa apenas iam no sítio como convidados.

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Para os procuradores, essa informação é equivocada e eles acreditam que Bittar estaria agindo como um "laranja" de Lula.

De acordo com o depoimento de Samek, Lula tinha uma grande intenção em adquirir o sítio. Ao saber que estava com câncer na laringe, ele precisava de um lugar calmo para o tratamento. Samek ressaltou que conhece muito bem a família de Lula e de Bittar e sabe da amizade entre eles. Ele citou várias visitas de Lula ao sítio e testemunhou que a propriedade é mesmo de Fernando Bittar.

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Samek afirmou que o ex-presidente chegou a abrir as portas do Palácio da Alvorada para receber o pai de Fernando, Jacob Bittar. Devido o mal de Parkinson, dona Letícia sugeriu que ele se tratasse no Alvorada e isso ajudou na sua melhora. A gratidão da família Bittar com Lula foi tão grande, que eles decidiram adquirir um sítio para quando Lula terminasse seu mandato, descansar com dona Marisa.

Estranha preocupação

Segundo a testemunha, Marisa Letícia sempre gostou muito de campo, natureza, pescaria e eles queriam ajudá-la a ter um local para descanso e curtição.

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Sergio Moro Lula

Jacob Bittar teria pedido para que seu filho arrumasse uma propriedade, comprasse e colocasse a disposição para Lula e sua família.

Fernando Bittar conseguiu essa propriedade com um preço muito bom, disse Samek.

Ao ser diagnosticado com câncer, surgiu a possibilidade da compra do sítio por dona Marisa. Segundo a testemunha, Lula se refugiava na propriedade e adorava o ambiente. Porém, Samek não conseguiu explicar porque que a compra não foi feita legalmente.

Denúncia

Na denúncia do MPF, Lula comandou uma sofisticada estrutura ilícita para captação de apoio parlamentar e teria recebido mais de R$ 800 mil em vantagens indevidas, como reformas no sítio e construções de anexos. Lula estaria mexendo em toda a propriedade e, mesmo assim, afirma que o sítio não era dele.

Segundo o MPF, podem estar envolvidos nesse processo do sítio, várias construtoras, como: Odebrecht, OAS e o amigo de Lula, o pecuarista José Carlos Bumlai.

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Todos acusados de lavagem de dinheiro.

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