O cenário político fragmentado e incerto pré-campanha para a presidência da República deve dar uma clareada após o mês da Copa do Mundo. A pesquisa Datafolha divulgada neste domingo (10) também deve servir como base para que os próprios candidatos e seus partidos decidam por se retirar da campanha eleitoral. O número pulverizado de candidaturas mostra que, segundo a última pesquisa de intenção de voto, 13 candidatos tiveram só 1% ou menos.

O Globo especula que pelo menos seis desses nomes devem desistir em breve de suas candidaturas: Rodrigo Maia (DEM), Flávio Rocha (PRB), Afif Domingos (PSD), Aldo Rebelo (SD), Cabo Daciolo (Patriota) e Levy Fidelix (PRTB).

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, por exemplo, não decolou nas pesquisas de intenção de voto. Com isso, o DEM estuda se unir ao bloco de centro que pretende lançar uma candidatura única para ter mais chances.

O PRB do empresário dono da Riachuelo, Flávio Rocha, é outro que deve fazer parte desse bloco do Centrão. O ex-ministro dos Esportes, Aldo Rebelo, não deve ter sua candidatura mantida pelo Solidariedade, segundo O Globo.

Já Afifi Domingos está dependendo das negociações do PSD com outros presidenciáveis para saber seu futuro. Se alguma candidatura melhor oferecer um bom acordo ao partido, é provável que feche questão.

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Eleições

Já o Patriota sonhou por um tempo em ter Bolsonaro como seu candidato, mas após ser trocado pelo PSL, sinalizou a pré-candidatura de Cabo Daciolo. Mas até o momento, nada foi adiante. O último caso é Levy Fidelix, que já participou da campanha presidencial de 2014 com quase nenhum destaque. O PRTB já abriu negociação para apoiar Bolsonaro.

Centrão quer se unir

Partidos que fazem parte do Centrão no Congresso Nacional, como, por exemplo, PP, PRB, DEM, PSC, Solidariedade e PR, querem lançar um candidato único que defenda suas ideias.

A estratégia é a mesma que já vem sendo discutida entre os partidos de esquerda, que vê candidatos pulverizados, como Ciro Gomes, Guilherme Boulos e Manuela D'Ávila.

A união dos partidos de centro sofre grande pressão por parte de pré-candidatos presidenciáveis que possuem candidaturas bem mais robustas. Os partidos do Centrão com maiores bancadas, por exemplo, PP e PR, estão sendo constantemente procurados por Ciro Gomes, Geraldo Alckmin e Jair Bolsonaro.

Uma coligação dessas candidaturas mais bem pontuadas nas pesquisas com alguns dos partidos líderes do Centrão poderia enfraquecer o movimento de uma candidatura única do grupo.

O DEM já definiu que irá retirar a candidatura de Rodrigo Maia, segundo informações do O Globo. Dois candidatos estão na frente para fechar coligação com a legenda: Geraldo Alckmin e Bolsonaro. O Democratas exige que Ciro Gomes adote uma postura mais de centro para poder apoiá-lo.

Já com o tucano a situação é mais simples. O DEM sempre foi o irmão mais novo do PSDB. Onde um ia, o outro estava também. O partido tentou romper com essa tradição, mas pode voltar no pleito desse ano.

Candidato do governo

Henrique Meirelles ainda não conseguiu convencer a todos do MDB que é a melhor opção para defender o legado do governo Temer. O ex-ministro também aparece muito mal pontuado nas pesquisas de intenção de voto. Na última divulgada pelo Datafolha, não passa de 1%.

A reprovação do governo Temer chegou a 82%, um recorde na história do Brasil. A pesquisa também mostrou que 92% dos entrevistados rejeitariam um candidato indicado por Temer. O problema para o MDB, caso não queira lançar a candidatura de Meirelles, é achar um candidato que queira colar em si o selo de "aprovação Michel Temer" e carregar tamanha rejeição.

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