O pré-candidato à presidência pelo PSL, deputado Jair Bolsonaro, que na corrida presidencial carrega a bandeira da direita conservadora, tem divulgado propostas alinhadas a essa corrente tanto no âmbito econômico como no cultural e social. Esse espectro politico até então coadjuvante no cenário eleitoral brasileiro, perdeu espaço no congresso nacional após a derrubada do regime militar e seguido de uma hegemonia cultural encabeçada pelos movimentos sociais e partidos de esquerda mais influentes na década de 80.

Alinhado aos princípios do capitalismo e do livre mercado, o pensamento entorno das políticas econômicas da direita valorizam o empreendedorismo, o individualismo e a não intromissão do Estado na economia, ou pelo menos, a menor interferência possível no mercado.

Em pronunciamento a Reuters, um dos coordenadores de campanha do deputado federal Jair Bolsonaro [VIDEO], afirmou que o presidenciável, se eleito, irá reduzir significativamente o número de ministérios.

De acordo com Onyx Lorenzoni (DEM-RS), os planos de Bolsonaro [VIDEO] para a presidência incluem a redução de 29 para 15 ministérios e a adoção de uma política voltada a promoção do Estado mínimo, termo designado a um tipo de estado que objetiva interferir o mínimo possível na economia do país, e dando prioridade interventiva em pastas essenciais como saúde, educação e segurança pública.

O coordenador não diz quais ministérios serão cortados, mas afirma que os detalhes constarão no programa de governo do candidato que está sendo escrito pelo próprio Onyx Lorenzoni, além do economista Paulo Guedes e uma equipe de acadêmicos.

A previsão é de que o programa seja lançado ainda no final de julho.

Ainda segundo Lorenzoni, é esperado que um possível governo de Bolsonaro aplique um enorme corte nos cargos comissionados do governo federal. Nas palavras do coordenador de campanha, o governo irá ser muito “enxuto” e buscará eficiência. O programa de governo de Bolsonaro também promete não elevar a carga tributária e buscar reduzir impostos.

Apoio no Congresso

De acordo com Onyx Lorenzoni, Bolsonaro conta com o apoio de um grupo de 63 deputados no Congresso. O número é inferior ao que se convencionou observar nas corridas presidenciais mais recentes; Onyx afirma que o número pode se elevar a 100 deputados até o fim de julho. Apesar do pouco apoio dentro do Congresso, Bolsonaro é o líder nas pesquisas no cenário sem o ex-presidente Lula que está preso e sem a possibilidade de concorrer a presidência devido a lei da Ficha Limpa.