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Sepúlveda Pertence é um dos advogados de Lula. Em busca de uma alternativa para minimizar a temporada do ex-presidente petista na prisão, bem como de facilitar as articulações políticas para as Eleições 2018, o advogado pediu autorização para a prisão domiciliar.

Contudo, Cristiano Zanin, outro advogado do petista, desautorizou essa decisão e teve o apoio de outro colega, Eugênio Aragão. Ambos concordam em prosseguir com os trâmites que visa inocentar o ex-presidente. Esse fator gerou divergências, e Sepúlveda não pôde colocar sua estratégia política em prática.

De acordo com o PT, Sepúlveda fez o pedido sem o conhecimento e autorização dos demais, isso culminou numa crise entre os advogados.

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Esse fator tem gerado insegurança aos membros do Partido dos Trabalhadores. Os petistas temem que tais divergências entre Zanin e Sepúlveda possam prejudicar a defesa de Lula frente ao STF. Contudo, a advogada Valeska Martins, sócia e esposa de Zanin, nega que haja crise na defesa de Lula e afirma que são apenas divergências de estratégias.

O ex-ministro Eugenio Aragão, um dos advogados do PT, afirmou que não existe motivo cabível para o pedido de Sepúlveda e que “Lula não tinha nada que estar preso”, aceitar a prisão domiciliar seria o mesmo que confessar as acusações. De acordo com Aragão, o pedido de prisão domiciliar tiraria o caráter de perseguição que é alvo dos discursos da defesa do ex-presidente.

No momento, Sepúlveda Pertence decidiu se afastar da defesa de Lula.

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Porém as últimas informações afirmam que o advogado pretende conversar pessoalmente com o ex-presidente para tomar sua decisão final.

Candidatura de Lula 2018

De acordo com a Lei da Ficha Limpa, Luiz Inácio Lula da Silva está impossibilitado de se candidatar, uma vez que, os condenados em segundo ou terceiro grau não podem concorrer a cargos eletivos.

A ministra do Supremo Tribunal Federal Carmem Lúcia adiou as pautas que tratam de assuntos referentes ao ex-presidente até o final de agosto, o que pode impossibilitar a candidatura do réu frente ao Supremo Tribunal Eleitoral, cujo prazo termina em 15 de agosto.

A defesa do petista tem buscado alternativas para que o caso Lula seja discutido antes do encerramento do prazo.

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A estratégia encontrada pela defesa propõe que a situação de Lula seja discutida pelo TSE, contudo o recurso pede a suspensão dos efeitos da condenação no TRF da 4ª região, incluindo a inelegibilidade. O pedido está sendo analisado pelos ministros.