Preso há algum tempo após sentença proveniente da Operação “Lava Jato”, o deputado federal Eduardo Cunha obteve nova condenação. Daí, conclui-se que o “Todo Poderoso ex-Presidente da Câmara” permanecerá atrás das grades por um prazo bem maior.

É que o Juiz Vallisney de Souza, 10ª Vara Federal de Brasília, pesou sua caneta e condenou Eduardo Cunha a 24 anos e 10 meses de prisão em regime fechado. Dessa vez, a prisão tem a ver com desvio de dinheiro pertencente à Caixa Econômica Federal.

No entanto, não foi somente Cunha que teve esse privilégio: a lista se estende para outras pessoas, inclusive um a figura Política conhecida nos corredores do poder. O figurão citado é Henrique Eduardo Alves, ex-ministro e também ex-presidente da Câmara dos Deputados.

Fazem parte da lista de culpados o doleiro Lúcio Funaro, o ex-vice-presidente da Caixa Econômica Federal, Fábio Cleto e o parceiro de ambos, Alexandre Margotto.

Efeitos

O festival de prisões deve-se à denúncia do Ministério Público pelos crimes de corrupção ativa e passiva e de lavagem de dinheiro.

Investigações da Polícia Federal mostraram um grande esquema de corrupção engendrado nos recursos administrados pela Caixa Econômica Federal. Estes recursos foram desviados do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) e de fundos de pensão. Em troca Cunha e sua turma recebiam propinas de grupos empresariais.

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Polícia Política

Eduardo Cunha pegou a pena mais alta de todos os envolvidos e, de quebra, ganhou outro “presente” do juiz de Brasília: uma multa de R$ 7 milhões para reparar danos causados aos interesses coletivos.

Durante o andamento do processo, Fábio Cleto concordou em contar o que sabia, desde que obtivesse o benefício da delação premiada. Outro que seguiu a mesma conduta de Cleto foi o empresário Nelson Mello.

Lúcio Funaro, Fábio Cleto e Alexandre Margotto tiveram a duração de suas penas diminuídas, pois todos eles colaboraram com a Justiça na elucidação e tramitação do processo criminal.

Henrique Eduardo Alves vai cumprir prisão em regime fechado de oito anos e oito meses; absolvido da acusação de corrupção passiva, não conseguiu escapar da acusação de lavagem de dinheiro.

Outro esquema

Sob o contexto da Caixa Econômica, ainda há investigações em andamento por desvios financeiros operados pelo ex-ministro Geddel Vieira Lima, protagonista da Operação “Cui Bono”.

Atualmente, ele está preso na cadeia, após a descoberta de várias malas de dinheiro, contendo o montante total de R$ 51 milhões, escondidas num apartamento de Salvador.

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