O ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT), coordenador de campanha do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), vai assumir novas tarefas na próxima semana. Haddad vai entrar como advogado de defesa do ex-presidente Lula juntos aos demais advogados. Lula segue cumprindo prisão na sede da Polícia Federal em Curitiba e já dura quase três meses. O petista já entrou com recursos na Justiça, mas teve vários pedidos de liberdade negados no STF e STJ, o mais recente foi negado pelo ministro Alexandre de Morais.

Antes de ser prefeito de São Paulo, Haddad se formou em Direito pela USP, mas não exerceu a profissão. Ele também fez mestrado em economia e só depois entrou na política.

Como ele possui a carteira da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a Superintendência da Policia Federal o recebeu e o liberou para que visitasse Lula com mais frequências e se possível todos os dias para tratar de assuntos relacionados à campanha eleitoral sem precisar ser intermediado.

Antes de fazer parte do grupo de advogados de defesa do petista, Haddad fazia parte das visitas que só podiam ver e conversar com o petista por uma hora. Esse horário de visita é destinado para amigos e familiares, mas devido ao curto tempo disponibilizado pela Justiça, as visitas estão sendo usado por membros do PT para tratar assuntos eleitorais e políticos.

Haddad é responsável pela organização e programação do governo Lula [VIDEO], e ele também representa o petista em debates políticos pelo Brasil. Haddad também divide essas tarefas com a senadora e presidente do Partido dos Trabalhadores, Gleisi Hoffmann [VIDEO](PT) e Emídio de Souza, que também pretende disputar as eleições.

No último encontro entre Haddad e Lula, o qual aconteceu no último dia (28), na saída, Gleisi disse que Lula gostaria muito que o ex-prefeito o visitasse mais vezes. O PT provavelmente irá apresentar as propostas de governo da pré-campanha nos próximos dias.

Haddad afirmou que o PT não teria condições de disputar eleições sem Lula

Após uma divergência sobre a possibilidade de colocar outro candidato no lugar de Lula para disputar as eleições, Haddad afirmou na última noite de sexta-feira (29) que o PT não teria condições de disputar o pleito sem o petista. Ele continuou dizendo que o partido sem Lula ficaria sem condições moral, política e programática e que o PT não vai abrir mão de Lula. Haddad disse isso em um evento promovido pelo movimento “Quero Prévias”.

Os representantes dos pré-candidatos Ciro Gomes e Manuela D’Ávila (PCdoB) durante o debate focaram seus discursos mais sobre a necessidade de a esquerda eleger um único candidato para concorrer no primeiro no turno. Haddad criou mais vínculos ainda no PT ao começar a fazer parte da campanha majoritária petista Construindo um Novo Brasil (CNB), do qual Lula é membro. Essa atitude acabou sendo bem vista pelos colegas de partido que o considerariam como novato na legenda.