O presidenciável, e pré-candidato pelo PSL (Partido Social Liberal), Jair Bolsonaro concedeu mais uma entrevista ao jornal Gazeta do Povo, transmitido ao vivo através de seu canal no YouTube. A introdução foi feita pelo jornalista André Gonçalves, direto do congresso nacional, em Brasília, onde estavam os repórteres Evandro Éboli e Débora Álvarez. A entrevista foi conduzida por Evandro Éboli, e rendeu declarações muito importantes com relação às questões da possível eleição de Jair Bolsonaro à presidência da República, onde disputará representando a direita política do país, no qual, em cenário sem Lula (PT), lidera.

Jair Bolsonaro detalha tratados parlamentares na questão de interesses

Especula-se há anos que cargos são negociados por meio de interesses há muito tempo no Brasil. Quanto à isso, o parlamentar elogiou alguns colegas, mas também ponderou sobre as atitudes destes. "E aqui dentro, acredite se quiser ? Tem muito deputado bom aqui dentro, só que eles são engolidos por lideranças, ou por presidente de partido", disse.

O deputado também reclamou de algumas atitudes de candidatos. "Nós não podemos continuar fazendo campanha tendo líderes partidários como se fossem líderes sindicais, e chegam no governo: 'eu quero isso, eu quero estatal, eu quero ministério' [...] pra ter o apoio aqui dentro [...]", salientou.

Ao afirmar isso, o parlamentar supõe que em seu governo, se eleito, não negociará dessa forma; ainda no assunto, o parlamentar declarou que existem empossados que são seus simpatizantes e que alguns são declaradamente favoráveis a ele e de vários partidos.

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"Exceto o pessoal da extrema-esquerda", ressaltou o presidenciável em tom jocoso.

O ex-militar ainda afirmou que no 2º turno (se chegar) terá políticos que o apoiarão, mas que, por hora, ainda não o apoiam abertamente, pois os mesmos já tem este compromisso fechado.

Falta de apoio no congresso não será problema para Bolsonaro

Em determinado momento da entrevista, o presidenciável foi questionado pelo jornalista Evandro Éboli na questão da falta de apoio no congresso, e como lidará com isso, sendo que é de um partido pequeno.

Como resposta, o parlamentar destacou que, por colocar a verdade acima de tudo, vem conseguindo ganhar um índice de aprovação melhor devido a um plano que traçou.

Com aliados de partidos diferentes em cada estado, bem como apoio de bancadas, Bolsonaro quer fazer política sem o famoso - como ele mesmo definiu - "toma lá, dá cá". Citou, ainda, o estado do Maranhão, que é o segundo mais pobre do país, mas que, segundo ele, é um estado que tem potencial para sair da pobreza.

"Não pode é continuar (políticos, né, alguns) enganando as pessoas com propostas que apenas o mantém na atual situação de imobilidade que nós temos vivido", ressaltou.

Atualmente, a esquerda política está no comando do estado através do PCdoB (Partido Comunista do Brasil) ideologicamente contrária a política de direita crida por Bolsonaro.

As primeiras medidas que Bolsonaro fará se eleito

Dado momento da entrevista, Bolsonaro respondeu qual a primeira medida ou gesto que tomará após colocar a faixa presidencial, caso seja eleito.

O deputado citou a educação e a categorizou como uma medida de longo prazo. Citou também a segurança. "Dá pra você começar a mexer nisso daí [segurança pública]", disse. "Precisa passar pelo parlamento, outra parte importantíssima, né", complementou.

O pré-candidato, por fim, declarou uma medida significativa que tomará. Se eleito, tratará de instituir o indeferido excludente de ilicitude. O deputado gostaria de aplicá-lo não só ao agente de segurança, como também ao povo. Bolsonaro acredita que, com isso, a violência seria reduzida no mínimo até pela metade no Brasil.

No excludente de ilicitude entraria a legítima defesa; o presidenciável citou o caso Ana Hickmann, no qual o cunhado da empresária respondeu por excesso de legítima defesa.

"O elemento entrou no apartamento, no quarto do Hotel, entrou na tua casa, tua fazenda, você tem um direito a repeli-los de lá, e se tiver de usar arma de fogo, que use, e você ao usar arma de fogo, caso ele venha morrer, invadindo sua propriedade, buscando fazer um mal a você, a tua esposa, teus filhos, você responde, mas não tem punição, essa primeira medida você mexe com a violência no Brasil", defendeu.

O deputado lembrou o que disse há alguns anos: "Sem segurança não existe economia, fui criticado por isso, em especial por parte da grande mídia; hoje em dia realmente, sem segurança você não abre mais negócio [...]", pontou.

A entrevista completa com o pré-candidato pode ser conferida logo abaixo:

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