O juiz federal Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato, decidiu cancelar o depoimento de Jacob Bittar, pai do empresário Fernando Bittar, sócio de um dos filhos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Jacob é testemunha de defesa do petista sobre o processo do sítio de Atibaia e se encontra com a saúde muito debilitada. Ele foi diagnosticado com Parkinson e está em um estágio bem avançado.

Lula é alvo de uma ação penal em que é acusado de receber propina para reformar um sítio em Atibaia. Segundo a denúncia do Ministério Público Federal (MPF), Lula é o dono do sítio e teria usado Fernando Bittar como "laranja". A defesa do petista nega que ele seja o dono da propriedade.

Na audiência desta segunda-feira (18), Moro comentou a situação de saúde precária vivida pela testemunha e questionou se a defesa gostaria de insistir com o depoimento de Jacob.

Os advogados de Lula responderam que aceitariam uma declaração por escrito sobre os dizeres da testemunha, porém, o MPF não concordou com o fato.

O magistrado definiu o interrogatório de Jacob como "duvidosa relevância" para o processo e admitiu que não seria viável expôr ele a certos constrangimentos e riscos.

Em concordância com o MPF, Moro também não aceitou declarações por escrito e pediu para que a defesa do ex-presidente colocasse uma outra testemunha no lugar, caso eles preferissem.

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Sergio Moro

Ex-presidente do PT

Nesta segunda, Moro também ouviu o ex-presidente do PT, Rui Falcão. Ele é testemunha de Lula no caso do sítio de Atibaia. Falcão negou a Moro que o PT negociou nomeações em posições da administração federal em troca de favores. Segundo o ex-presidente do partido, o PT jamais cometeu atos ilícitos na tentativa de comprar apoio.

O depoimento de Rui Falcão é sobre os supostos beneficiamentos que Lula teria recebido através das construtoras OAS e Odebrecht.

Segundo as acusações, o líder do PT teria recebido cerca de R$ 1 milhão das empresas que tiveram supostas vantagens em contratos fraudulentos com a Petrobras.

Desentendimento

Um pequeno desentendimento tomou conta da audiência. Moro considerou que Rui Falcão tentou fazer propaganda política ao falar de sua relação com o ex-presidente Lula. De acordo com Falcão, ele estava muito preocupado com a perseguição sofrida pelo seu amigo e que, um dos objetivos, era evitar que ele concorresse às eleições.

Moro aguardou Falcão terminar e disse que gostaria que ele respondesse apenas as perguntas ligadas à ação penal. "Não é propaganda política aqui, seu Rui", disse o juiz.

Rui Falcão ainda tentou retrucar dizendo que estava apenas respondendo a pergunta que tinham feito a ele.

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