Nesta última semana, o juiz federal Sérgio Moro, responsável pela Lava Jato [VIDEO] (maior operação contra a corrupção em todo o país), decretou o sequestro e arresto judicial da segunda parte do patrimônio do ex-ministro, Antônio Palocci (PT), que está preso na capital paranaense desde 2016. A determinação também alcançará a sua empresa atualmente conhecida como Projeto Administração Imobiliária, no entanto, naquela época, Projeto Consultoria Empresarial.

O magistrado já havia bloqueado o patrimônio do ex-ministro Pallocci, ou seja, imóveis luxuosos, automóveis e investimentos/aplicações pelo valor estimado de R$ 80 milhões, e decidiu pela segunda vez, após quantia estipulada pelos procuradores do Ministério Público Federal, sequestrar a contraparte referente aos desvios ilícitos praticados em operações financeiras, vinculadas ao governo federal.

A medida deliberada em maio do ano passado retratou de forma detalhada o pedido inicial da apreensão da residência oficial da família de Palocci, na cidade de Ribeirão Preto, local esse que o ex-ministro atuou como prefeito por dois mandatos consecutivos; Moro, requereu ainda a título de imóveis e outros bens, um apartamento na capital paulista em nome de Projeto, além da própria sede da empresa com valores aproximados de R$ 12 milhões em ações; investimentos em nome de pessoal jurídica equivalentes a R$ 61,7 milhões; cinco automóveis de luxo e R$ 814 mil bloqueados em contas pessoais do ex-ministro. Infere-se ainda que alguns dos itens elencados não tiveram seus valores publicados pela fonte.

Esses bens foram embargados pelo juiz Moro [VIDEO], assim como a imediata prisão do ex-ministro que ocorreu logo depois de confirmado o seu envolvimento com o esquema de corrupção da Petrobrás [VIDEO].

O pedido foi protocolado pelos membros da força-tarefa da Lava Jato, junto ao calhamaço de provas que associaram Palocci aos ilícitos. Nos próximos dias, os bens chancelados pelo magistrado poderão ser sequestrados definitivamente pela Justiça.

Novo imóvel

Um novo registro de imóvel foi juntado aos autos com a informação da existência de mais dois bens vinculados a Antônio Palocci. Porém, naquela época, não foram incluídos por Sérgio Moro ao arresto provisório [VIDEO], todavia, o ex-ministro nunca noticiou essa realidade, descreveu a reportagem do jornal Estadão revelando que o bem é um apartamento e pertence à Carolina Silva Palocci, filha do ex-ministro.

A reportagem trouxe ainda a informação de que a primeira propriedade está situada no bairro de Cerqueira César, na capital paulista e foi negociado em 2014 pelo valor de R$ 2 milhões. Já o segundo imóvel foi transferido para a enteada de Palocci, Marina Watanabe. Adquirido em 2015, pela quantia de R$ 1,4 milhão, também localizado na Grande São Paulo.

Segundo levantamento da Lava Jato, o ex-ministro usufruiu de grande quantia de vantagens indevidas (propinas), creditados em suas contas bancárias com a finalidade da aquisição de bens em benefícios de seus familiares logo após a concepção da operação, em 2014.

Por fim, a Procuradoria advertiu e confirmou que as referidas operações financeiras e imobiliárias podem "caracterizar delito". A argumentação ganhou respaldo dos desembargadores vinculados ao TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região), em Porto Alegre-RS, em fevereiro de 2018.