O suposto pagamento no valor de R$ 10 milhões em propina que o Presidente Michel Temer teria recebido da Odebrecht, quando o antigo PMDB, atual MDB, comandava a Secretaria de Aviação Civil, foi assunto no Planalto nessa quinta-feira (07).

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, revogou a quebra de sigilo telefônico do atual Presidente da República. A quebra de sigilo foi solicitada pela Polícia Federal, que investiga o caso.

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Edson Fachin negou o pedido da Polícia Federal, porém, ratificou a medida para os ministros do MDB da Casa Civil e Minas e Energia, Eliseu Padilha e Moreira Franco, respectivamente.

O que dizem os acusados?

Daniel Gerber, advogado do ministro Eliseu Padilha, informou que seu cliente não comentará sobre o caso. O mesmo só se pronunciará penas quando for exigido no momento em que a lei determinar. "Meu cliente (ministro Eliseu Padilha) só irá se manifestar quando for o caso, se manifestará apenas nos autos do processo", informou o advogado.

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A defesa de Moreira Franco informou achar desproporcional a medida do STF [VIDEO], e que não há nenhum fato que justifique tal atitude. O advogado de Moreira Franco também salientou que os dados telefônicos em "investigação imparcial" conseguiriam comprovar a inocência de Franco.

A procuradora geral da República, Raquel Dodge, foi a favor da decisão afirmativa de quebra de sigilo dos ministros, mas Raquel também foi contrária a decisão de quebra do sigilo do atual Presidente.

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Corrupção Michel Temer

Entenda o inquérito do Presidente Michel Temer

A PF solicitou a quebra de sigilo do Michel Temer e reiterou que tal ação ajudaria a verificar denúncias alegadas nas delações dos executivos da empreiteira Odebrecht. Segundo delações, Michel Temer pediu, em dinheiro, R$ 10 milhões ao diretor da empreiteira, Marcelo Odebrecht. O pedido do presidente foi feito em 2014.

Também segundo denúncias do antigo executivo da empreiteira, Claúdio Mello Filho, quando Michel Temer ainda era vice-presidente da República, o atual presidente teria recebido a visita de Mello Filho, Marcelo Odebrecht e Padilha para um "jantar" no Palácio do Jaburu, em Brasília.

Segundo delação de Mello Fillho (ex-executivo da Odebrecht), Michel Temer teria solicitado um pagamento a Marcelo para cumprir com as campanhas da eleição dos membros do MDB, antigo PMDB em 2014. Esse processo de inquérito foi o primeiro a ser solicitado quebra de sigilo ao então Presidente da República Michel Temer.

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