O período oficial de pré-campanha presidencial foi iniciado no dia 7 de abril. Desde então, os presidenciáveis já passaram por altos e baixos e tiveram que gerir e comentar algumas crises. O momento mais marcante nestes quase dois meses de pré-campanha e que serviu para traçar um paralelo sobre o comportamento e ideias dos presidenciáveis foi a greve dos caminhoneiros.

Esse momento antes da propaganda eleitoral liberada nas ruas e meios de comunicação ganhou mais importância nessa eleição. As mudanças no calendário eleitoral e nas regras de financiamento fazem com que a eleição presidencial desse ano seja mais imprevisível do que o cenário já mostrava.

Nesse momento de pré-campanha, o "vale-tudo eleitoral" abre espaço para que os pré-candidatos à Presidência da República não prestem contas à Justiça Eleitoral de seus gastos. Segundo as novas regras, apenas a partir do dia 16 de agosto que essa prestação será obrigatória.

Jair Bolsonaro, Marina Silva, Ciro Gomes e Geraldo Alckmin, os quatro primeiros colocados nas pesquisas de intenção de voto - em cenários sem Lula -, não quiseram ou souberam informar quanto já foi gasto em suas pré-campanhas e quanto ainda será, até a data limite, segundo reportagem do jornal O Globo.

Saiba o que aconteceu nesses quase dois meses de pré-campanha:

Coincidência ou não, o primeiro dia oficial de pré-campanha começou com a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no dia 7 de abril. Mesmo assim, o Partido dos Trabalhadores insiste com sua candidatura até o momento.

Apenas quatro dias após a prisão de um petista, um tucano escapou da Lava Jato. Como entregou o cargo de governador de São Paulo para poder disputar o pleito presidencial, Alckmin perdeu o foro privilegiado. Foi pedido que seu processo na Lava Jato fosse para a primeira instância, em São Paulo.

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Porém, no dia 11, o STJ mandou que a delação envolvendo seu nome fosse enviada à Justiça Eleitoral.

Na mesma semana em que Alckmin escapou da Justiça, Bolsonaro teve problemas com ela. O deputado extremista foi denunciado no dia 14 de abril por racismo ao Supremo. O parlamentar teceu comentários preconceituosos contra quilombolas, em palestra na Hebraica.

No dia 15 de abril, o Datafolha divulgou uma pesquisa de intenção de voto. O principal destaque foi os 10% marcados por Joaquim Barbosa, que em momento algum afirmou ser candidato.

Um caso triste marcou o dia 28 de abril. Naquele momento, o acampamento de manifestantes favoráveis a Lula foi atacado a tiros por criminosos, em Curitiba.

Um outro fato marcante e que serviu para clarear o cenário aconteceu no feriado de 1º de maio. O dia foi marcado pela queda do prédio em São Paulo e a morte de alguns moradores. Michel Temer foi ao local, mas foi expulso aos gritos e xingamentos.

No dia 8 de maio, Joaquim Barbosa resolveu desistir de se candidatar, mesmo estando bem posicionado nas pesquisas.

No dia 9, Ciro Gomes começou a tentar vislumbrar um crescimento e abocanhar parte do eleitorado de Lula e Joaquim Barbosa. Já no dia 17, Geraldo Alckmin também iniciou seu processo de tentar abocanhar parte do eleitorado de um concorrente. Buscando os votos em Bolsonaro, o tucano cogitou armar os produtores rurais. Já no dia 22 de maio, Michel Temer desistiu de sua candidatura e nomeou Henrique Meirelles como o homem capaz de fazer a defesa do programa de governo.

Após todo esse cronograma e movimentos de xadrez, a greve dos caminhoneiros surgiu para monopolizar a pauta das discussões e deu uma trégua aos candidatos.

Os presidenciáveis se voltaram para comentar o cenário caótico que o País estava, cada um voltado para seu tipo de eleitorado.

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