Nesta última terça-feira (5) a presidente do Partido dos Trabalhadores (PT), Gleisi Hoffmann, decidiu adiar as candidaturas em âmbito estadual e nacional.

Atenta aos candidatos que deverão disputar as Eleições em outubro do ano corrente, a senadora Gleisi Hoffmann lançou uma estratégia que poderá aliviar a barra do PT, [VIDEO]ou seja, para fortalecer o Partido, a parlamentar deverá fechar alianças com outras siglas menores que, a princípio, se comportam como concorrentes. As negociações ainda estão amadurecendo, todavia, alcançam tempo suficiente para impulsionar os petistas a novas táticas, as quais poderão surtir efeito junto ao pleito eleitoral.

As informações foram publicadas pelo Jornal de Brasília, na edição desta quinta-feira (7).

Também foi esclarecido que um dos grandes alvos da parlamentar seria o Partido Socialista Brasileiro (PSB), uma vez que pretende impedir a junção de blocos partidários com a finalidade de dissipar a pré-candidatura do candidato Ciro Gomes (PDT). Gleisi decidiu pelo artificio após uma reunião com Carlos Siqueira, presidente do PSB e Paulo Câmara, atual governador dos socialistas, em Pernambuco.

Após uma longa conversa, a petista demonstrou satisfação em meios aos outros apoiadores do PT que a acompanhavam na reunião. A unidade estende-se aos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Rondônia.

Mesmo que o Partido dos Trabalhadores insista em manter Lula como pré-candidato à presidência, a nova data de lançamento das candidaturas permite uma folga aos coordenadores e líder de campanha para a construção de novas alternativas.

Nesse caso, as medidas serão adotadas se o ex-presidente continuar preso, uma vez que foi condenado pelo juiz Sérgio Moro [VIDEO], por incidir nos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Uma outra situação, seria a impugnação do registro do petista pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) [VIDEO], dessa forma, um outro nome deverá ser suscitado pelo PT para concorrer à presidência da República.

Com relação ao apoio político, a única dificuldade deverá ocorrer junto aos pernambucanos, uma vez que o PSB não consegue reeleger Paulo Câmara sozinho e com os mineiros governados por Fernando Pimentel. No entanto, a questão foi sinalizada com tranquilidade por Gleisi Hoffmann que, em contrapartida, deverá se pronunciar pela bancada partidária da Câmara no próximo domingo (10). Acredita-se que Marília já tem vitória garantida, o que naturalmente inviabilizaria a aliança nacional com os socialistas.